Tensão em Ormuz: Irã ameaça fechar o Estreito novamente se Trump não recuar com bloqueio

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O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) oficializou, nesta sexta-feira, diretrizes rigorosas para a navegação no Estreito de Ormuz. De acordo com informações divulgadas pela agência de notícias Isna, o novo protocolo estabelece que embarcações civis e comerciais devem seguir estritamente as rotas designadas por Teerã, sendo que a travessia de navios de carga agora depende de autorização prévia da Marinha da Guarda Revolucionária. Em contrapartida, a proibição para a passagem de navios militares permanece inalterada, reforçando o controle bélico da região.

A implementação dessas medidas ocorre em um momento sensível, logo após o início da trégua no Líbano. Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, a reabertura do canal para o setor comercial está vinculada à manutenção do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Líbano. No entanto, Teerã já emitiu alertas de que qualquer continuidade do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos será interpretada como uma violação direta dos termos de paz, o que poderia resultar no fechamento imediato e total da via navegável.

A resposta de Washington e o impasse do bloqueio

Apesar da nova organização marítima proposta pelo Irã, a postura da Casa Branca permanece rígida. O presidente Donald Trump utilizou a rede Truth Social para esclarecer a posição americana, afirmando que, embora o Estreito de Ormuz esteja tecnicamente operando, o bloqueio naval contra a República Islâmica não será levantado. Na visão de Washington, a via deve permitir a passagem irrestrita global, mas as sanções e o cerco marítimo focados no Irã continuarão em pleno vigor, criando um cenário de tensão latente sobre quem realmente detém o controle soberano das águas.

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