Rússia bombardeia Kiev enquanto moradores dormiam; ataque deixa mortos e edifícios destruídos na véspera da cúpula da OTAN

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Na véspera de uma importante cúpula da OTAN na Turquia, uma massiva ofensiva russa com mísseis e drones atingiu severamente a capital ucraniana, Kiev. O bombardeio resultou na morte de pelo menos 14 pessoas e deixou 117 feridas, além de provocar destruição em larga escala em áreas residenciais e civis. De acordo com as autoridades locais, o balanço de vítimas ainda não é definitivo, uma vez que as operações de busca e resgate seguem em andamento nos escombros. Dezenas de feridos, incluindo crianças, precisaram de hospitalização imediata.

O Ministério da Defesa da Rússia confirmou a autoria do ataque de longo alcance, classificando-o como uma operação “massiva” direcionada a instalações militares, redes de energia e aeródromos estratégicos em Kiev e regiões periféricas. No entanto, o impacto real atingiu em cheio áreas civis. A ofensiva começou na madrugada e durou várias horas, danificando severamente ao menos 15 edifícios residenciais onde os moradores foram surpreendidos enquanto dormiam.

O impacto humano e os resgates em Podilskyi

O bairro histórico de Podilskyi foi uma das áreas mais afetadas da capital, onde quatro edifícios residenciais sofreram graves danos. Um bloco de nove andares teve sua estrutura praticamente pulverizada do quinto andar para cima, deixando diversos moradores encurralados. Equipes do corpo de bombeiros e equipes de emergência trabalharam intensamente com o suporte de escadas mecânicas para resgatar os sobreviventes e conter os incêndios. Entre os destroços de outro prédio de 21 andares na mesma região, o cenário era de apreensão mútua entre socorristas e familiares que aguardavam por notícias de pessoas desaparecidas.

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, acompanhou os esforços de evacuação e reforçou que a prioridade total era a retirada segura de quem ainda estava sob as estruturas colapsadas. Este novo massacre ocorre poucos dias após outro ataque devastador na mesma semana, que havia deixado 31 mortos na capital, consolidando o período atual como um dos mais letais para a cidade desde o início do ano, em meio a uma intensificação mútua das ações de longo alcance de ambos os lados.

Resposta militar e a vulnerabilidade antiaérea

De acordo com o relatório técnico emitido pela Força Aérea da Ucrânia, as forças russas empregaram um arsenal robusto composto por 68 mísseis — incluindo 23 balísticos e seis modelos supersônicos e hipersônicos — além de 351 drones de ataque. Embora a defesa ucraniana tenha conseguido interceptar 37 mísseis e 326 drones, o sistema falhou em neutralizar os projéteis balísticos e hipersônicos. Kiev reiterou publicamente que a vulnerabilidade decorre da escassez crítica de interceptores para o sistema de defesa Patriot, o único recurso capaz de conter esse tipo de armamento pesado.

Em uma aparente contraofensiva ou ação coordenada paralela, a infraestrutura energética na Crimeia ocupada também foi atingida. O governo local alinhado a Moscou relatou que a cidade de Sebastopol sofreu um blecaute temporário após ataques atribuídos à Ucrânia. Essa dinâmica reflete a estratégia recente de Kiev em alvejar complexos energéticos sob controle russo para desestabilizar a logística militar do Kremlin.

Tensões diplomáticas e disputas no front oriental

O ataque aumenta drasticamente a pressão sobre os líderes internacionais que se reunirão em Ancara. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, que tem um encontro agendado com o presidente norte-americano Donald Trump à margem do evento, cobrou posicionamentos rígidos e sanções severas por parte dos aliados ocidentais. Zelenskyy enfatizou que os Estados Unidos e a Europa possuem os mecanismos necessários para frear a campanha de terror promovida por Moscou.

Enquanto a diplomacia se movimenta no exterior, o cenário de solo no leste da Ucrânia permanece disputado palmo a palmo. O governo ucraniano desmentiu as alegações russas de que a cidade estratégica de Kostyantynivka, na região de Donetsk, teria sido capturada por Moscou. Zelenskyy garantiu que as forças de defesa locais mantêm suas posições e continuam repelindo os avanços russos na região, contradizendo os anúncios de vitória feitos pelo presidente Vladimir Putin.

Foto: AP

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