“Não ficará sem resposta”: Rússia ameaça Romênia após derrubada de drones em espaço aéreo da OTAN

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A relação diplomática entre Bucareste e Moscou atingiu um novo patamar de hostilidade após a Romênia determinar a expulsão de um diplomata russo e o retorno de seu próprio embaixador na Rússia. A medida foi uma resposta direta à recente série de violações do espaço aéreo romeno por drones russos durante ataques contra a vizinha Ucrânia. O Kremlin, por sua vez, classificou a decisão como injustificada e ameaçou retaliações, elevando a temperatura de uma crise que se arrasta desde o início do conflito ucraniano.

Incursões aéreas e alerta da OTAN

Entre a última sexta-feira e o domingo, três veículos aéreos não tripulados foram abatidos por caças da OTAN após adentrarem o território romeno, seguidos por uma nova incursão na segunda-feira que obrigou o envio de caças F-16 para monitorar a fronteira. Embora as autoridades locais tenham classificado os episódios como “inadmissíveis”, os incidentes não foram interpretados como um ataque direto à aliança, o que impediu o acionamento dos mecanismos de defesa coletiva previstos no tratado da organização.

O padrão de violações tornou-se recorrente, com registros de pelo menos 33 incursões em território romeno desde fevereiro de 2022. Os drones costumam desviar-se durante ofensivas russas contra portos ucranianos localizados às margens do rio Danúbio. A situação gerou preocupação crescente em Bucareste, que já solicitou à OTAN um reforço urgente em seus equipamentos de defesa antiaérea, especialmente após um episódio anterior em que a queda de um drone feriu civis na cidade fronteiriça de Galați.

Disputa diplomática e retórica de Moscou

Enquanto inspetores confirmaram que os fragmentos encontrados em solo romeno pertencem a armamentos de fabricação russa, a embaixada da Rússia em Bucareste negou qualquer ataque proposital. Em uma declaração agressiva, o governo russo afirmou que qualquer tentativa da Romênia de realizar operações na fronteira seria interpretada como um envolvimento direto do país no conflito ucraniano. O Ministério da Defesa russo justifica as operações como ataques legítimos contra depósitos de combustível e infraestrutura estratégica no sul da Ucrânia, incluindo a região de Odessa, colada à fronteira romena.

Diante do cenário, a reação da Ucrânia não tardou. O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sybiha, reforçou que o avanço das incursões para dentro de um país membro da OTAN funciona como um lembrete de que a agressão russa possui ambições que transcendem as fronteiras ucranianas, exigindo atenção redobrada da segurança coletiva europeia.

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