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EUA bombardeiam infraestrutura do Irã, e Teerã responde com ataque a 85 alvos militares no Oriente Médio em nova escalada

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O cenário de conflito no Oriente Médio sofreu uma grave escalada com uma nova onda de bombardeios coordenados pelas forças dos Estados Unidos contra o território iraniano. Relatos da mídia local confirmam fortes explosões em pontos estratégicos do país, incluindo as cidades portuárias de Bandar Abbas e Sirik, além das ilhas de Qeshm e Jarg. Esta última região é considerada vital para a economia de Teerã, pois abriga a principal infraestrutura petrolífera do país e centraliza cerca de 90% de todas as exportações de petróleo bruto iranianas.

De acordo com o Comando Central dos EUA (CENTCOM), a operação militar teve como alvo mais de 80 posições estratégicas controladas pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) dentro e no entorno do Estreito de Ormuz. A investida americana destruiu sistemas de defesa aérea, redes de comando e controle, estações de radar costeiras, sistemas de mísseis antinavio e mais de 60 embarcações militares. O Pentágono justificou a ação como uma resposta contundente para enfraquecer a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial civil em águas internacionais.

Justificativas de Washington e o impacto das operações

A ofensiva militar, que teve início na terça-feira e se estendeu pela madrugada, resultou em múltiplos feridos nas zonas portuárias atingidas. Vídeos compartilhados nas redes sociais registraram o momento dos impactos e das grandes explosões em Bandar Abbas. O comando militar dos EUA enfatizou que o objetivo central dos ataques foi impor “altos custos” à República Islâmica devido aos recentes episódios de hostilidade contra navios mercantes tripulados por civis que transitavam pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais cruciais para o comércio global de energia.

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O CENTCOM reiterou publicamente que as incursões foram necessárias para garantir o livre comércio internacional na região. A estratégia norte-americana buscou neutralizar de forma imediata o poder de retaliação e monitoramento naval da Guarda Revolucionária, mirando diretamente os ativos utilizados para supervisionar e assediar as embarcações que cruzam o canal marítimo.

Retaliação imediata e a resposta diplomática de Teerã

A reação do governo iraniano foi imediata e resultou em um contra-ataque massivo na quarta-feira. As forças navais e aeroespaciais da Guarda Revolucionária Islâmica anunciaram a execução de uma operação conjunta utilizando mísseis e drones que atingiu 85 alvos militares de propriedade dos EUA no Oriente Médio. Segundo os comunicados de Teerã, as ações focaram em instalações militares americanas localizadas no Bahrein e no Kuwait, culminando ainda no abate de um drone norte-americano do modelo MQ-9.

Em nota oficial, as autoridades iranianas acusaram Washington de violar abertamente os termos de cessar-fogo e de desrespeitar o pacto internacional conhecido como o Acordo de Islamabad. O comunicado oficial classificou a liderança americana como um “regime agressivo” que recorrentemente quebra tratados internacionais diante de seus sucessivos fracassos geopolíticos na região.

No campo diplomático, as declarações também subiram de tom. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Gharibabad, emitiu um alerta formal sobre o colapso dos acordos por culpa das ações de Washington. O diplomata assegurou que Teerã não hesitará em adotar medidas drásticas e decisivas nos próximos dias para salvaguardar a soberania, a segurança nacional e os interesses econômicos do país diante da agressão estrangeira.

Foto: AP

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