Erupção solar intensa causa apagão de comunicações na Europa e África, e Terra entra na linha de fogo
O Sol voltou a registrar intensa atividade com a liberação de uma poderosa erupção solar de magnitude 6,9. O fenômeno teve origem na região de manchas solares ativas 4513, uma área instável e voltada diretamente para a Terra que, nas últimas 24 horas, já havia expelido uma série de eventos energéticos, incluindo cinco erupções de classe M. O pico da explosão ocorreu às 6h EDT (10h GMT).
As erupções solares são classificadas por intensidade em cinco categorias — A, B, C, M e X —, onde cada nível representa um aumento de dez vezes na potência em relação ao anterior. As erupções de classe M ocupam o segundo lugar no topo da escala, ficando atrás apenas dos eventos de classe X.
A radiação emitida pela explosão provocou um apagão de rádio moderado, de nível R2, nas regiões do planeta que estavam iluminadas pelo Sol no momento. O bloqueio afetou temporariamente as comunicações de rádio de alta frequência em áreas da África, da Europa e do Ártico.
Ejeção de massa coronal e auroras
Além da luz e radiação, o evento lançou no espaço uma ejeção de massa coronal (EMC) — uma nuvem gigante de plasma e campo magnético — que colocou a Terra potencialmente em sua rota. Modelagens preliminares da NASA indicam que o planeta pode sofrer um impacto de raspão na próxima sexta-feira, 28 de agosto, por volta das 6h-7h EDT (10h-11h GMT), com uma margem de erro de aproximadamente sete horas.
Embora especialistas descrevam essa nuvem de plasma como um evento de deslocamento lento e sem expectativa de grandes tempestades geomagnéticas severas, a combinação com outras condições do clima espacial pode favorecer o surgimento de auroras boreais, trazendo boas perspectivas para os observadores do céu.