‘Decisão vai ser cumprida’: Tarcísio enviará dados de ‘Dark Horse’ à PF e rebate críticas sobre atraso
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, confirmou que a Polícia Civil do estado cumprirá integralmente a determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem judicial estipula um prazo de cinco dias para o envio à Polícia Federal de todos os documentos, arquivos brutos e dados de celulares apreendidos durante a Operação Wi-Fi, realizada em junho. O secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico, reiterou que a transferência do material para Brasília ocorrerá com máxima agilidade, com o delegado responsável pela apuração paulista já em contato direto com a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores.
A investigação da Polícia Civil foca em indícios de irregularidades e fraudes em um contrato do Instituto Conhecer Brasil (ICB) com a Prefeitura de São Paulo, avaliado em R$ 108 milhões por ano para a instalação de pontos de acesso Wi-Fi na capital. O ICB e a produtora Go Up Entertainment pertencem à empresária Karina Ferreira da Gama. A produtora é responsável pelo filme “Dark Horse”, uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. No âmbito do STF, os dados compartilhados servirão para apurar se emendas parlamentares destinadas por aliados políticos ao instituto foram redirecionadas para financiar a produção cinematográfica.
Apurações da Polícia Federal sobre emendas
A solicitação da Polícia Federal acolhida pelo STF fundamenta-se na necessidade de examinar registros financeiros, notas fiscais, computadores e documentos contábeis do ICB e de empresas correlatas. A apuração federal teve início após relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) identificarem o direcionamento de emendas parlamentares dos deputados federais Mário Frias, Marcos Pollon e Bia Kicis para entidades geridas por Karina Gama. Além da análise contábil, os investigadores federais mapeiam doações eleitorais e eventuais ramificações do grupo empresarial envolvido.
Reação de Tarcísio de Freitas às críticas
Frente às alegações de opositores que acusam a Polícia Civil de atrasar os procedimentos investigativos devido ao período eleitoral e ao envolvimento de verbas de aliados, Tarcísio de Freitas refutou veementemente as críticas. O governador declarou que tais ilações representam desrespeito à corporação, destacando a Polícia Civil como uma instituição técnica e de Estado, pautada pela legalidade e pelo cumprimento irrestrito do devido processo legal e das decisões do Poder Judiciário.
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Durante participação em um seminário da Guarda Civil Metropolitana focado no combate à violência contra as mulheres, ao lado do prefeito Ricardo Nunes, Tarcísio aproveitou para apresentar propostas de governo. O candidato à reeleição prometeu instituir um cadastro estadual de agressores e expandir de 18 para 60 o número de Delegacias de Defesa da Mulher com funcionamento 24 horas no estado ao longo dos próximos quatro anos.