Ar polar ganha reforço e várias cidades do Brasil enfrentam madrugadas congelantes até o fim de semana

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Uma nova massa de ar polar recebe um reforço nesta quarta-feira (20), intensificando o frio durante as madrugadas e no início das manhãs em grande parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. De acordo com a Climatempo, o núcleo desse sistema está centralizado entre o leste da Argentina e o Uruguai, mas a sua periferia avança com força suficiente pelo território brasileiro para manter os termômetros baixos até o próximo fim de semana. O estado do Rio Grande do Sul, pela proximidade geográfica com o centro da massa de ar, deve registrar o frio mais intenso e prolongado da temporada.

Apesar do declínio acentuado nas temperaturas, a intensidade deste evento meteorológico deve ficar abaixo da onda de frio registrada entre os dias 8 e 14 de maio, período em que os estados sulistas enfrentaram marcas negativas por cinco dias consecutivos. O cenário atual, contudo, ainda prevê um padrão de manhãs geladas e tardes com pouca elevação térmica, o que aumenta a sensação de frio generalizado nas áreas afetadas.

Previsão para as capitais e risco de geada no Sul

O impacto do ar polar dita o ritmo do tempo nas principais capitais do país nesta quarta-feira. Em Porto Alegre, os termômetros não passam dos 16°C, apesar do predomínio do sol. Curitiba deve registrar máxima de 19°C com chance de nevoeiro matinal, enquanto São Paulo e Campo Grande flutuam na casa dos 20°C a 22°C sob céu nublado e chuva fraca. No Rio de Janeiro, a máxima prevista é de 22°C com chuva a qualquer hora. Já em Belo Horizonte e Cuiabá, as temperaturas sobem um pouco mais, atingindo até 25°C, mas a capital mineira fica em alerta para pancadas de chuva fortes e trovoadas.

Nas áreas mais ao sul do país, a situação é mais rigorosa. As regiões da Campanha gaúcha, a fronteira com o Uruguai, Uruguaiana, além do Planalto e da Serra Gaúcha podem registrar marcas próximas ou ligeiramente abaixo de zero grau. Há previsão de geada severa para essas localidades, condição que se estende ao Planalto Sul, à Serra Catarinense e ao extremo sul do Paraná, na região de General Carneiro. Mesmo com a presença do sol, os ventos moderados a fortes — com rajadas de até 50 km/h no litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina — devem manter a sensação térmica baixa e o mar agitado.

Impactos no Centro-Oeste e o declínio térmico no Sudeste

No Centro-Oeste, o ar gelado provoca um declínio térmico mais acentuado na porção sul de Mato Grosso do Sul, na divisa com o Paraguai, onde as mínimas podem ficar abaixo dos 10°C. O oeste e o sul de Mato Grosso, bem como o extremo sul de Goiás, também experimentam madrugadas frias e tardes amenas até esta quarta-feira, embora as temperaturas já comecem a se elevar gradativamente a partir de quinta-feira. Nas demais áreas da região central do país, o clima quente e seco continua predominando, e não há risco de geada para o território sul-mato-grossense.

No Sudeste, o ar frio — que já vinha atuando desde o início da semana — segue concentrado principalmente no estado de São Paulo, no Rio de Janeiro, no Sul de Minas e na Zona da Mata mineira. Embora o declínio não seja tão severo quanto o da semana anterior, as regiões oeste e sul paulistas continuam registrando os índices mais baixos da região. A persistência de muita nebulosidade e a ausência do sol garantem dias cinzentos e tardes frescas na Grande São Paulo e no litoral fluminense até o final da semana, descartando-se, por ora, qualquer possibilidade de geada para os estados do Sudeste.

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