Zema reage ao STF e dispara: “Se acham que vão me calar, estão enganados”
O cenário político nacional ganhou novos contornos nesta segunda-feira (20) após o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo, Romeu Zema, manifestar forte oposição à ofensiva jurídica do Supremo Tribunal Federal. O estopim foi o pedido do ministro Gilmar Mendes para incluir Zema no “Inquérito das Fake News”, motivado pela circulação de vídeos satíricos produzidos por inteligência artificial envolvendo magistrados. Em entrevista concedida ao SBT News, Zema classificou a movimentação como uma demonstração de “autoritarismo frequente” e garantiu que não será intimidado pela medida, sugerindo que membros da Corte deveriam focar em explicar supostas proximidades com o crime organizado e vantagens financeiras atípicas.
Questionamentos sobre ética e contratos
Ao aprofundar suas críticas durante a sabatina, o pré-candidato utilizou termos como “farra” e “inversão de valores” para descrever o atual funcionamento do Judiciário brasileiro. Zema apontou um abismo entre o sentimento popular e as decisões dos ministros, citando nominalmente Gilmar Mendes e Dias Toffoli como figuras de alta rejeição. A indignação do ex-governador também recaiu sobre contratos vultosos, mencionando o nome de Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes. Zema comparou sua trajetória de 30 anos na iniciativa privada com os ganhos de ministros em contratos específicos, reforçando que possui a ficha limpa e que suas empresas e gestão governamental estão abertas a qualquer tipo de devassa.
Estratégia eleitoral e aliança com a direita
No campo das articulações políticas, Romeu Zema reafirmou o compromisso com sua candidatura própria, descartando categoricamente a possibilidade de ocupar o posto de vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno. O político mineiro enfatizou que nunca houve convite formal para tal composição, justamente por sua postura de levar o projeto do Novo até o fim. Entretanto, o ex-governador confirmou a existência de um pacto de apoio mútuo para o segundo turno das eleições presidenciais, assegurando que as forças de direita estarão unificadas contra qualquer candidatura de esquerda, independentemente de quem avance na disputa inicial.
Zema também direcionou sua artilharia contra o Poder Legislativo, definindo o Senado Federal como “acovardado” por não exercer seu papel de freio aos excessos do Judiciário. Para ele, o fortalecimento de sua pré-candidatura serve como um combustível para renovar a Casa Alta com parlamentares dispostos a pautar processos de impeachment contra o que chamou de “frutas podres” da magistratura. Sobre as alianças de Flávio Bolsonaro com o Centrão, Zema admitiu ressalvas éticas em relação a legendas do bloco, mas reiterou que sua prioridade absoluta é o enfrentamento ao PT. Ele destacou que, embora o Novo mantenha critérios rigorosos de filiação, qualquer composição que isole o Partido dos Trabalhadores é considerada o “mal menor” para o futuro do país.