Volta de sanções a Moraes antes da eleição é esperada por aliados de Flávio Bolsonaro
A escalada de tensões entre o governo brasileiro e a gestão de Donald Trump nos Estados Unidos tem gerado expectativas em aliados do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Esse grupo político avalia que o cenário atual abre espaço para a retomada de sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Há dois meses, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o ex-apresentador Paulo Figueiredo formalizaram um pedido para restabelecer as punições financeiras direcionadas a Moraes. Segundo informações da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, interlocutores desse grupo em território norte-americano já foram sinalizados de que a administração de Donald Trump estaria preparando uma resposta institucional.
O fator decisivo e os bastidores
O recente agravamento na relação diplomática ocorreu após o Itamaraty negar vistos a dois funcionários do governo americano, sob a justificativa de que a viagem pretendia questionar a credibilidade do sistema eleitoral do Brasil.
Para os aliados de Flávio Bolsonaro, a suspensão anterior de medidas punitivas contra o magistrado brasileiro representou apenas um gesto de aproximação temporária entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação interna é de que essa flexibilização nunca teve o respaldo de Marco Rubio, atual chefe do Departamento de Estado dos EUA, o que fortalece a probabilidade de novas retaliações individuais.