TRE barra vídeo do PT que associa Tarcísio de Freitas ao boneco assassino Chucky

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O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo determinou a retirada imediata de um vídeo que retrata o governador Tarcísio de Freitas sob a imagem do boneco assassino Chucky. Na decisão liminar proferida pela juíza auxiliar Domitila Manssur, o tribunal identificou fortes indícios de propaganda eleitoral negativa e o uso irregular de ferramentas de inteligência artificial. A magistrada ressaltou que a peça ultrapassa o direito à crítica política ao vincular a figura do governante a episódios de violência, criminalidade e destruição pública.

Origem da representação e posicionamento dos envolvidos

A ação jurídica foi movida pelo diretório estadual do partido Republicanos e mirou o deputado estadual Emídio de Souza, do PT, além do próprio diretório paulista do partido e da Federação Brasil da Esperança. A acusação aponta que o parlamentar, coordenador do plano de governo de Fernando Haddad, publicou o material em sua conta oficial do Instagram. Embora a defesa do PT argumente que a legenda não divulgou o vídeo e que a produção tem origem desconhecida, o Republicanos anexou capturas de tela das redes do deputado à petição. Até o momento, o parlamentar não se manifestou publicamente.

O conteúdo do vídeo e a narrativa contestada

A peça central da disputa judicial constrói o que a acusação classificou como uma narrativa de terror político. O roteiro inicia com uma imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro entregando Tarcísio como um presente ao estado, materializado no corpo do personagem de terror. Na sequência de imagens, o governador fundido ao boneco aparece conduzindo um triciclo diante de uma explosão ligada à Sabesp, quebrando a vidraça de um veículo e cercado por cenas de São Paulo em chamas, intercaladas com notícias reais sobre o aumento de casos de feminicídio na região.

Defesas, notas oficiais e as regras de inteligência artificial

Em sua contestação, o Diretório Estadual do PT alegou que o processo carece de fundamentos para avançar e defendeu que o conteúdo se trata apenas de uma sátira política, sem capacidade de enganar o eleitorado ou de configurar um pedido explícito de votos. Por outro lado, a equipe de pré-campanha de Tarcísio de Freitas emitiu uma nota celebrando a decisão judicial, afirmando que o debate eleitoral deve se concentrar em propostas e trajetórias, rejeitando ataques de teor degradante ou baseados em ofensas pessoais.

Ao justificar a decisão, a juíza Domitila Manssur ressaltou as regras estipuladas pelo Tribunal Superior Eleitoral para as campanhas modernas. Segundo ela, as normas vigentes exigem que qualquer uso de conteúdo sintético ou manipulado por inteligência artificial seja sinalizado de forma clara e visível para o público. A magistrada concluiu que o uso de tecnologia sem o aviso obrigatório gerou uma narrativa com potencial real de prejudicar a imagem do pré-candidato perante os eleitores, ferindo a integridade informativa do processo eleitoral.

Foto: AP

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