Rombo bilionário: déficit das estatais dispara sob o governo Lula
As empresas estatais brasileiras registraram um déficit primário de R$ 7,4 bilhões nos primeiros cinco meses de 2026, de acordo com o Banco Central. O balanço reúne os resultados de companhias federais, estaduais e municipais, deixando de fora os bancos públicos e a Petrobras. Quando analisado o desempenho acumulado nos últimos 12 meses até maio, o saldo negativo atinge a marca de R$ 9,7 bilhões.
Apesar do cenário anual desfavorável, o mês de maio trouxe uma leve recuperação com um superávit de R$ 300 milhões. O indicador interrompeu uma sequência de perdas e reverteu o tombo de R$ 1,8 bilhão registrado no mês anterior. Contudo, a reação pontual não apaga a deterioração fiscal na comparação anual. O rombo acumulado de janeiro a maio praticamente dobrou em relação ao mesmo período de 2025, saltando de R$ 3,6 bilhões para os atuais R$ 7,4 bilhões. Sob a mesma ótica comparativa, o deficit de 12 meses subiu de R$ 7,4 bilhões para R$ 9,7 bilhões.
Recorde histórico nas federais
As empresas controladas pela União foram as principais responsáveis por puxar o indicador para baixo. Apenas no primeiro trimestre de 2026, as estatais federais acumularam um prejuízo de R$ 4,4 bilhões. Este é o maior valor nominal para o período desde o início da série histórica do Banco Central, iniciada em 2002. O montante representa uma escalada de 151,2% frente ao primeiro trimestre do ano passado, que havia fechado em R$ 1,8 bilhão negativos.
Crise nos estados
O cenário de retração também alcançou as esferas regionais. As companhias estaduais encerraram os três primeiros meses do ano com um saldo negativo de R$ 1,5 bilhão, estabelecendo também o pior resultado da história para o trimestre. Para efeito de comparação, a última vez que as estatais federais conseguiram fechar o primeiro trimestre no azul foi no ano de 2022, quando entregaram um superávit de R$ 6,6 bilhões.