Nos 250 anos dos EUA, Trump elege comunismo como “maior ameaça da história” em discurso no Monte Rushmore

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O início das celebrações do aniversário de 250 anos da independência dos Estados Unidos foi marcado por um forte contraste retórico. Diante do monumento do Monte Rushmore, o presidente Donald Trump abriu as festividades exaltando o excepcionalismo americano, mas rapidamente direcionou seu pronunciamento para um tom político rígido, alertando sobre os perigos do comunismo em uma abordagem que remeteu a períodos tensos da história do país.

A “ameaça mortal” no Monte Rushmore

Durante o seu discurso, Trump classificou o comunismo como a maior linha de frente contra a liberdade nação, colocando-o em um patamar de gravidade acima de marcos críticos da história americana, como as duas Guerras Mundiais, o ataque a Pearl Harbor e os atentados terroristas de 11 de setembro. Embora o teor da fala se assemelhasse a outras declarações recentes do mandatário, o cenário escolhido — um parque nacional que homenageia presidentes proeminentes — amplificou o impacto e a singularidade da mensagem.

Ruptura com a tradição e ecos do passado

A postura adotada por Trump representou uma ruptura com a tradição de chefes de Estado anteriores, como Gerald Ford e Ronald Reagan, que costumavam usar o Dia da Independência para proferir discursos apolíticos e de união nacional. Em vez disso, a linguagem utilizada evocou o clima do Macartismo da década de 1950, período em que o medo do comunismo gerou perseguições políticas, investigações e listas negras que impediram milhares de cidadãos de trabalhar, de Washington a Hollywood.

Enquanto o evento principal ocorria no Monte Rushmore, outras lideranças políticas apresentaram visões distintas sobre a data. Na cidade de Nova Iorque, o prefeito Zohran Mamdani, um socialista democrático, seguiu uma linha interpretativa diferente em seu próprio discurso. Mamdani preferiu retratar os Estados Unidos sob a ótica de suas contradições internas, definindo o país como uma nação em constante construção, que precisa trabalhar diariamente para alcançar os ideais de perfeição idealizados em sua fundação.

Foto: AP

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