Transparência Internacional cobra afastamento de Alexandre de Moraes e alerta sobre ameaça à democracia 

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A Transparência Internacional – Brasil manifestou-se publicamente nesta sexta-feira (4/9) para defender o afastamento imediato do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota oficial intitulada “O Brasil precisa neutralizar as ameaças às suas instituições e ao seu regime democrático”, a organização apontou a existência de indícios gravíssimos de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça associados ao magistrado, vinculando as suspeitas a condutas envolvendo o empresário Daniel Vorcaro. Para a entidade, o afastamento preventivo é imprescindível para garantir que os inquéritos ocorram sem riscos de interferência e para evitar uma escalada rumo a uma ruptura institucional.

Crítica a outras autoridades

Além de mirar o STF, o documento aponta obstáculos nos mecanismos de responsabilização e cobra providências em relação a outras figuras de proa da República. A organização mencionou nominalmente o procurador-geral da República e o presidente do Senado Federal, argumentando que vias naturais de resolução estariam sendo bloqueadas. Diante desse cenário, a entidade sustenta que cabe aos plenários do Supremo e do Senado, bem como ao Conselho Superior do Ministério Público, destravar os instrumentos constitucionais necessários para o enfrentamento da crise institucional deflagrada a partir das apurações que também envolvem o Banco Master.

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Apelo por transparência e rigor

Ressaltando a complexidade do momento político e eleitoral, a organização não governamental enfatizou a urgência de máxima transparência nos procedimentos diante da intensa circulação de desinformação e do risco de instrumentalização política. Na avaliação da ONG, o impacto do caso transcende o sistema financeiro e ameaça a integridade da mais alta instância do Judiciário, abrindo brechas para a captura do processo eleitoral por forças populistas e autoritárias. A nota conclui com um apelo para que tanto a sociedade quanto os órgãos públicos ajam com firmeza e estrito respeito à ordem constitucional para preservar o Estado Democrático de Direito.

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