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Terremoto atinge o Tibete em meio a alertas de novos desastres na fronteira com o Nepal

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Uma tragédia de grandes proporções atingiu as regiões fronteiriças entre o Nepal e a China após o colapso de uma geleira provocar o desabamento de uma parede de lama e rocha em um rio do Himalaia. A enxurrada devastadora destruiu cidades e vales, resultando em pelo menos 362 mortos confirmados pela polícia nepalesa. O número de vítimas fatais deve subir à medida que as buscas avançam. Paralelamente, um terremoto de magnitude 5,0 atingiu o norte do Tibete a uma profundidade de 10 km, aumentando o clima de instabilidade na região, embora o epicentro do abalo tenha ficado centenas de quilômetros ao norte da área mais afetada pelas inundações.

Estrangeiros e turistas isolados nas áreas de fronteira

Quase 1.500 pessoas continuam desaparecidas no Nepal e no Tibete. Entre elas, estão cerca de 800 estrangeiros provenientes de mais de vinte países, incluindo 177 indianos, 63 norte-americanos, 34 australianos, 33 britânicos e 25 canadenses. No condado de Gyirong, no lado chinês, a emissora estatal CCTV informou que 558 pessoas estão desaparecidas, sendo 260 estrangeiras. Registros em vídeo confirmam a força da água arrastando pessoas, casas e infraestruturas na passagem fronteiriça.

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Área lamacenta vista de um helicóptero, após enchentes repentinas, no distrito de Rasuwa, Nepal, em 26 de agosto de 2026, nesta imagem estática obtida de um vídeo de mídia social. Pradip Pandit/Alpine Kailash Trek Pvt Ltd/via REUTERS  © via REUTERS

Excursão britânica e irlandesa no Monte Kailash

Entre os casos acompanhados com apreensão está o de um grupo de excursionistas que realizava um trajeto de nove dias rumo ao Monte Kailash. A agência Alpine Eco Trek relatou o desaparecimento de dois cidadãos irlandeses, 12 britânicos — incluindo uma adolescente de 13 anos — e quatro sul-africanos. O contato com os guias foi perdido no momento em que o grupo entrava no posto de imigração tibetano. As instalações também acabaram atingidas pela forte correnteza de lama e detritos.

Ameaça de novas enchentes e resposta emergencial

A crise pode se agravar devido à formação de dois lagos em lados opostos da fronteira, que correm risco iminente de rompimento. Autoridades do Nepal e da China emitiram novos alertas. No terreno, equipes de resgate utilizam helicópteros para salvar sobreviventes e lançar alimentos e suprimentos em vilarejos totalmente isolados. A Cruz Vermelha e o governo nepalês trabalham na montagem de abrigos temporários, suporte psicológico para as famílias traumatizadas e no planejamento de reconstrução a longo prazo.

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