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Caso Banco Master: Daniel Vorcaro presta depoimento à PF em meio a investigações sobre o BC

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Daniel Vorcaro, ex-presidente do Banco Master, presta depoimento por videoconferência à Polícia Federal na manhã desta quinta-feira. A oitiva marca mais um desdobramento das investigações que examinam sua proximidade com dois antigos servidores do Banco Central suspeitos de receber benefícios ilícitos e de intervir em prol da instituição financeira antes de sua liquidação oficial.

O contexto das investigações e a prisão do ex-banqueiro

O interrogatório teve início às dez horas e ocorre após a deflagração de uma operação policial direcionada a Vorcaro. A medida acontece também na esteira da interrupção das tratativas para um acordo de delação premiada, instrumento no qual investigados compartilham detalhes em troca de eventuais vantagens legais. O empresário permanece sob custódia preventiva desde março, após ter sido detido inicialmente em novembro de 2025 durante a primeira fase da Operação Compliance Zero e liberado dias depois por ordem do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

A atuação dos ex-supervisores e os negócios sob suspeita

O eixo central da apuração recai sobre Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana, antigos supervisores do Banco Central que mantinham contato estreito com Vorcaro durante a crise de liquidez do banco. Conforme os registros da Polícia Federal e da autoridade monetária, há indícios de que ambos aceitaram vantagens financeiras para favorecer o banqueiro em debates sobre fiscalização e socorro financeiro. As suspeitas se intensificaram a partir de auditorias internas e relatos do diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, que apontou operações bilionárias de cessão de crédito sem respaldo real e resistência dos fiscais em aprofundar as apurações.

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Pagamentos investigados e a defesa dos citados

As autoridades apuram se os valores recebidos pelos servidores possuem nexo causal com suas funções de fiscalização. Em depoimento anterior, Bellini relatou ter recebido recursos por meio de projetos sociais e de uma empresa própria após propostas intermediadas por terceiros, enquanto Paulo Sérgio justificou a venda de um imóvel rural por quatro milhões e meio de reais, negando conhecimento prévio sobre o parentesco do comprador com Vorcaro.

Por sua vez, a defesa de Belline Santana contestou a divulgação de trechos sigilosos da investigação, argumentando que a supervisão do banco passava por diversas instâncias da autarquia, que o servidor jamais concedeu favores ou repassou dados confidenciais, e solicitando a apuração da origem dos vazamentos.

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

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