Possível ciclone bomba: frente fria severa traz risco de temporais severos e ventos fortes ao Sul
Entre a próxima sexta-feira (7) e sábado (8), a previsão indica uma intensificação muito rápida de um sistema ciclônico. Caso esse cenário se confirme nos moldes projetados pelos meteorologistas, o fenômeno poderá ser classificado oficialmente como um ciclone bomba, caracterizado pela queda acentuada e veloz da pressão atmosférica em seu centro.
Os principais efeitos adversos no território brasileiro devem se concentrar entre quinta e sábado, com forte atuação na Região Sul. A associação do sistema com uma frente fria trará condições severas, incluindo:
- Chuvas fortes e volumosas
- Alta incidência de descargas elétricas (raios)
- Quedas isoladas de granizo
- Rajadas intensas de vento
No continente, com destaque para os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, os ventos poderão ultrapassar facilmente os 60 km/h. Em alto-mar, nas proximidades do núcleo do ciclone sobre o Oceano Atlântico, a força dos ventos será ainda mais extrema, superando a marca de 100 km/h. Adicionalmente, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para a formação de linhas de tempestade e frentes de rajada estendendo-se desde o Sul do Brasil até o Paraguai.
Onda de frio pós-ciclone
Assim que o sistema principal se deslocar em direção ao oceano aberto, uma forte massa de ar polar avançará sobre o Centro-Sul do país. A expectativa é de uma queda brusca e acentuada nas temperaturas, com reflexos significativos não apenas na Região Sul, mas também em áreas dos territórios do Centro-Oeste e do Sudeste.
Níveis de alerta do Inmet
Os avisos meteorológicos emitidos pelo Inmet escalam gradualmente ao longo dos próximos dias:
- Quarta-feira (5): Vigora o aviso amarelo de perigo potencial para tempestades severas, abrangendo o estado do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, além de trechos de Mato Grosso do Sul e a região de divisa entre São Paulo e o Paraná.
- Quinta-feira: O patamar de alerta é elevado para o nível laranja (perigo), englobando a totalidade do Rio Grande do Sul e extensas áreas de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.
As autoridades reforçam que, devido à dinamicidade da atmosfera, a trajetória exata e o potencial de intensidade do ciclone continuam sujeitos a alterações nas próximas rodadas de atualização dos modelos de previsão do tempo.