Pesquisa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro mostra encolhimento da vantagem e disputa mais acirrada
O levantamento conduzido pela Quaest e divulgado nesta quarta-feira (5) evidencia a liderança do presidente Lula (PT) na disputa pelo primeiro turno, registrando 39% das intenções de voto contra 30% atribuídos a Flávio Bolsonaro (PL). Em comparação com o mês anterior, houve variações sutis que reduziram a distância entre os principais concorrentes de doze para nove pontos percentuais, impulsionadas principalmente pelo crescimento do candidato do PL de 28% para 30%, ao passo que o petista oscilou negativamente de 40% para 39%. A pesquisa também mapeou outros nomes na disputa estimulada, como Renan Santos e Ronaldo Caiado, ambos com 4%, Romeu Zema, com 2%, e um conjunto de postulantes com pontuações inferiores a 2%, além de registrar um recuo nos eleitores indecisos, que passaram a somar 10%, e votos brancos, nulos ou abstenções mantidos em 8%. Na modalidade espontânea, onde os nomes não são exibidos aos entrevistados, a parcela de indecisos também sofreu queda, indo de 54% para 51%, enquanto Lula pontuou 25% e Flávio Bolsonaro alcançou 18%.
Dinâmica das disputas de segundo turno e reorganização política
No horizonte de um eventual segundo turno, a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro encolheu de oito para cinco pontos, refletindo um movimento de consolidação do eleitorado de direita e do segmento antipetista em torno do senador. De acordo com a análise de Felipe Nunes, diretor da Quaest, esse fortalecimento decorre de uma reestruturação do campo conservador, cuja primeira etapa visível consistiu na reconciliação pública com Michelle Bolsonaro, avaliada de forma positiva por 59% dos entrevistados e com índices de aprovação superiores a 88% entre os eleitores de direita. Diante disso, o petista mantém lideranças em todos os cenários de segundo turno testados, com percentuais variando entre 44% e 46%, mas registra margens mais estreitas frente a Flávio Bolsonaro e índices de rejeição que oscilaram para 52%, enquanto a rejeição do principal opositor recuou para 54%, embora ambos permaneçam como os nomes mais rejeitados e conhecidos do pleito.
Avaliação e aprovação da gestão federal
O cenário de avaliação do governo federal demonstra estabilidade em relação ao mês de julho, mantendo um quadro de polarização na opinião pública brasileira. O índice de aprovação da gestão Lula permanece estacionado em 48%, mesma porcentagem dos que desaprovam a administração, enquanto a avaliação qualitativa divide-se igualmente entre 36% que consideram o governo positivo e 36% que o classificam como negativo, somados a 26% de avaliações regulares. Apesar da constância na aprovação geral, indicadores subsidiários revelam um aumento no desgaste em aspectos específicos: o percentual de entrevistados que avalia que o país segue na direção errada subiu de 51% para 55%, assim como cresceu de 51% para 55% a parcela que entende que o atual mandatário não merece mais quatro anos de mandato. Além disso, o levantamento aponta um aumento na percepção de notícias negativas sobre a administração federal, que passaram de 40% para 44%, ao passo que a percepção sobre o desempenho da economia nos últimos doze meses manteve-se predominantemente estável na avaliação de piora ou estagnação.