Plano de assassinato contra Ivanka Trump, filha do presidente dos EUA, é revelado; suspeito é ligado ao Irã
Ivanka Trump, filha do presidente Donald Trump e esposa do influente conselheiro Jared Kushner, foi alvo de um plano de assassinato orquestrado por um comandante de milícia ligado ao Irã. A informação foi divulgada pelo New York Post na última sexta-feira, após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciar o suspeito, Mohammad Baqer Saad Dawood al-Saadi, por uma série de ataques terroristas. Al-Saadi, de 32 anos, é integrante do grupo iraquiano Kataeb Hezbollah e atua como operativo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC).
Motivação e detalhes do plano de ataque
De acordo com as investigações, o plano contra a filha do presidente americano seria uma retaliação pela morte do general Qassem Soleimani, líder da Força Quds, ocorrida em 2020 em Bagdá. Relatos de um ex-oficial da defesa iraquiana indicam que al-Saadi teria verbalizado o desejo de atacar a residência de Ivanka na Flórida, utilizando a expressão de que precisariam “incendiar a casa de Trump” como resposta ao que o general sofreu. O suspeito chegou a publicar, em 2021, uma imagem de satélite da propriedade do casal, acompanhada de uma ameaça direta que desafiava a proteção do Serviço Secreto americano.
Prisão e conexão com ataques internacionais
A captura de al-Saadi ocorreu na Turquia, antes de sua extradição para os EUA, onde agora enfrenta acusações por envolvimento em quase 20 atentados ou tentativas de ataques contra alvos judaicos e instituições americanas na Europa e na América do Norte. Promotores federais apontam que o suspeito coordenou ações sob a fachada de um braço do Kataeb Hezbollah. Dentre as atividades criminosas listadas, incluem-se o incêndio de uma sinagoga na Macedônia do Norte, esfaqueamentos em Londres e ataques a explosivos contra instituições bancárias em Amsterdã e Paris.
Atualmente sob custódia americana, al-Saadi contesta as acusações por meio de sua defesa jurídica. O suspeito declara-se um prisioneiro de guerra e um alvo político, sustentando que as medidas tomadas pelo Departamento de Justiça seriam uma forma de perseguição motivada por suas conexões históricas com o general Soleimani, figura central nas operações iranianas no exterior.