“Não estou bem”: emocionado, Cleitinho desiste de candidatura ao governo de Minas Gerais
O cenário político mineiro sofreu uma reviravolta importante após o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) confirmar oficialmente que não disputará o governo do estado. O anúncio foi feito em Brasília, durante um encontro com o presidente nacional da sigla, deputado Marcos Pereira. A decisão encerra semanas de especulações e negociações de bastidores que movimentaram os principais diretórios partidários.
Emocionado e ao lado de Marcos Pereira, o parlamentar justificou a desistência alegando motivos de ordem pessoal e familiar. Visivelmente abalado pela recente perda de seu irmão, Matheus Azevedo, vítima de complicações decorrentes de leucemia, Cleitinho pediu perdão ao eleitorado de Minas Gerais. O senador pontuou que, no momento atual, sua prioridade absoluta é cuidar de si mesmo e de seus familiares, reconhecendo que não possui condições psicológicas para assumir uma responsabilidade executiva do porte de um governo estadual.
A posição do Republicanos e os prazos eleitorais
A cúpula nacional do Republicanos demonstrou total solidariedade ao luto do parlamentar, embora tenha admitido que a indefinição gerou um desgaste operacional para a legenda. Marcos Pereira destacou que o partido ofereceu todo o suporte e flexibilidade possíveis para viabilizar o nome de Cleitinho, incluindo prazos estendidos para a confirmação da candidatura. Contudo, o presidente do partido ressaltou que o próprio senador optou espontaneamente por abandonar o projeto político diante do cenário delicado que atravessa.
Impacto na aliança com o PL e próximos passos
A saída de Cleitinho da disputa estadual provoca um efeito cascata em outras legendas, com reflexos diretos na estratégia do Partido Liberal (PL). A indefinição anterior da chapa havia levado o PL a postergar o lançamento de um candidato próprio ao governo mineiro, aguardando um desfecho que acabou não se concretizando. Com o encerramento do prazo para as convenções partidárias no dia 5 de agosto e o limite para o registro das chapas na Justiça Eleitoral agendado para o dia 15 do mesmo mês, os partidos agora correm contra o tempo para reestruturar suas articulações no estado.