Onda de frio polar ganha força e traz marcas negativas para várias cidades; Norte e Nordeste têm calor escaldante

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Uma intensa massa de ar polar volta a ganhar força no Centro-Sul do Brasil, provocando um declínio acentuado nas temperaturas. O fenômeno é impulsionado pela passagem de uma frente fria que, após atuar sobre Santa Catarina, avança em direção à Região Sudeste. Embora o sistema não traga volumes expressivos de chuva para a maior parte do país, sua principal consequência será a abertura de caminho para o ar frio, intensificando a sensação de inverno no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e em áreas de Mato Grosso do Sul.

O resfriamento acentuado eleva o risco de geada ampla na Região Sul, afetando quase todo o território gaúcho — exceto a faixa litorânea —, além do território catarinense e do sul paranaense. O declínio térmico será mais severo nas madrugadas e nos começos de manhã, especialmente nas áreas de serra e de maior altitude. Os termômetros devem registrar marcas negativas na Serra Catarinense, com previsão de mínimas de até -3°C em Urubici e marcas próximas a -4°C em outros pontos altos. No Rio Grande do Sul, Passo Fundo pode registrar 0°C, enquanto o sul do Paraná deve ter mínimas de até -1°C.

Mudança no tempo atinge o Sudeste e o Centro-Oeste

A frente fria alcança os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, alterando as condições atmosféricas. No território paulista, o sistema provoca maior nebulosidade e chuvas de intensidade fraca a moderada na faixa litorânea, na região metropolitana e na porção leste. Na capital paulista, a temperatura máxima não deve passar dos 21°C. Nos dias seguintes, a massa de ar polar mantém os amanheceres gelados na capital, em Campinas e no Vale do Paraíba, embora as tardes tendam a ficar mais amenas com o enfraquecimento gradual do frio.

No Rio de Janeiro, o dia começa com nevoeiro isolado, seguido de sol entre nuvens, mas a aproximação da frente fria favorece pancadas de chuva fraca a moderada entre a tarde e a noite, com máxima de 27°C. O sistema também deve provocar instabilidade no sul fluminense, no Grande Rio, na Zona da Mata mineira e no sul do Espírito Santo. Enquanto Belo Horizonte mantém o tempo firme e termômetros na casa dos 26°C, o sul de Minas Gerais sentirá o reflexo do ar frio, com mínimas oscilando entre 10°C e 12°C. No Centro-Oeste, o sistema não gera chuva significativa, predominando o tempo seco com queda drástica na umidade relativa do ar, que pode atingir níveis críticos entre 12% e 20% em Goiás, no Distrito Federal e em Mato Grosso.

Calor e extremos de umidade predominam no Norte e Nordeste

Em contraste com o resfriamento do Centro-Sul, as regiões Norte e Nordeste continuam sob o domínio do calor intenso, com máximas que facilmente superam os 30°C durante as tardes. Os maiores índices térmicos do país devem se concentrar nessas áreas e no norte do Centro-Oeste, onde algumas cidades podem registrar marcas entre 34°C e 36°C. Diante desse cenário ensolarado, capitais como Palmas enfrentam um dia de clima bastante seco e baixa umidade do ar.

As precipitações na Região Norte ficam restritas ao extremo setentrional, onde a combinação de calor e umidade favorece pancadas de chuva forte em Roraima, Amapá, além do norte do Amazonas e do Pará. Manaus está entre as capitais com risco de temporais e alagamentos pontuais, enquanto Tocantins, Rondônia, Acre e o centro-sul paraense seguem com tempo seco. No Nordeste, a chuva se limita ao litoral baiano, entre Salvador e Ilhéus, e à faixa litorânea do Piauí, Ceará e norte do Maranhão. O interior nordestino, por sua vez, permanece seco e com umidade do ar em níveis de alerta, variando entre 12% e 20%

Foto: AP

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