Fúria belga: Bélgica atropela EUA e elimina o último anfitrião da Copa e avança às quartas
A Bélgica não apenas superou o clima de hostilidade e o ambiente fervoroso da torcida local, como transformou a pressão do chamado “caso Balogun” em combustível para uma exibição de gala. Em uma das noites mais tensas da Copa do Mundo, os “Diabos Vermelhos” impuseram uma derrota contundente aos Estados Unidos, eliminando os últimos anfitriões remanescentes no torneio. Com gols de De Ketelaere, Vanaken e Lukaku, a equipe europeia garantiu sua vaga nas quartas de final, onde terá a Espanha como próximo desafio, provando que sua evolução no campeonato chegou ao ápice no momento decisivo.
Mudanças estratégicas e domínio inicial
O técnico Mauricio Pochettino manteve a estrutura americana que vinha funcionando, confiando em Folarin Balogun no comando de ataque. Em contrapartida, Rudi Garcia surpreendeu ao deixar peças fundamentais, como Kevin De Bruyne e Jeremy Doku, no banco de reservas. A estratégia, no entanto, mostrou-se acertada: com uma formação mais física e focada em intensidade, a Bélgica sufocou a saída de bola adversária desde o apito inicial. A postura agressiva resultou em chances claras de gol logo nos primeiros minutos, com a equipe belga encurralando a defesa americana e forçando intervenções providenciais do goleiro Freese.
O controle do placar e a resistência tática
A pressão belga foi recompensada aos nove minutos, quando Raskin aproveitou uma falha de comunicação defensiva para servir De Ketelaere, que abriu o placar. Mesmo com a baixa de Onana por lesão, a Bélgica não perdeu o ímpeto e manteve Balogun completamente isolado, sob vigilância constante de Ngoy. Os Estados Unidos chegaram a ensaiar uma reação com um gol de falta, desviado em Vanaken, mas a resposta europeia foi imediata: um cruzamento preciso de Trossard encontrou novamente De Ketelaere, que recolocou os visitantes em vantagem antes do intervalo, frustrando qualquer tentativa de recuperação americana.
O xeque-mate e a confirmação da superioridade
No segundo tempo, a tentativa de Pochettino de ganhar volume ofensivo com alterações táticas esbarrou em uma defesa belga disciplinada e compacta. O golpe de misericórdia veio de forma inusitada após uma hesitação do goleiro Freese, que permitiu a Vanaken ampliar o marcador com o gol vazio. Com o 3 a 1 no placar, a Bélgica passou a controlar o ritmo do jogo, enquanto os anfitriões, visivelmente desgastados e sem criatividade, tentavam responder na base da força física. Já nos acréscimos, Romelu Lukaku, que havia entrado para renovar o fôlego ofensivo, sacramentou a goleada em um chute colocado, selando a classificação belga e confirmando o domínio absoluto sobre a seleção da casa.