Forças dos EUA lançam campanha de bombardeio “enérgica” contra o Irã; explosões atingem vários pontos do país

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As Forças Armadas dos Estados Unidos conduziram, nesta terça-feira, uma ofensiva aérea contra alvos iranianos. A ação, confirmada pelo Comando Central dos EUA (Centcom), foi apresentada como uma resposta direta a supostos ataques iranianos contra navios mercantes que navegavam pelo Estreito de Ormuz. Segundo o comando militar americano, a decisão de impor “altos custos” à República Islâmica visa punir a agressão contra tripulações civis em uma rota comercial de importância global, comportamento classificado pelos EUA como perigoso, injustificado e uma violação de um cessar-fogo estabelecido anteriormente.

Relatos de explosões em solo iraniano

Simultaneamente ao anúncio do Centcom, veículos de imprensa iranianos reportaram a ocorrência de explosões em pontos estratégicos do país. Entre os locais citados pelos relatos estão a cidade portuária de Sirik, a ilha de Qeshm e Bandar Abbas. Até o momento, as autoridades locais não forneceram detalhes precisos sobre a origem ou a extensão exata dos danos causados por essas detonações nas regiões atingidas.

Tensão persistente e impacto no mercado global

A situação na região permanece instável, apesar de tentativas de negociação. Na noite de segunda-feira, relatos indicaram que mísseis foram disparados contra embarcações mercantes, causando avarias significativas, ainda que sem registro de feridos. Este episódio marcou o fim de uma trégua de uma semana acordada entre as partes. A retórica oficial iraniana, representada pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, mantém uma posição de desafio, afirmando que a segurança do Golfo Pérsico não deve estar sob comando americano e reafirmando a soberania do Irã sobre o Estreito de Ormuz.

O cenário de conflito teve reflexos imediatos na economia global. Além dos ataques, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou a revogação de isenções temporárias que permitiam a venda de petróleo iraniano. Como resultado direto da escalada militar e da nova postura comercial, os contratos futuros do petróleo Brent apresentaram alta de 5,07%, superando a marca de US$ 75 por barril, o maior patamar registrado desde o final de junho.

Foto: AP

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