Onda de tornados na China: tempestades violentas deixam mortos e milhares de desabrigados
Uma sucessão de temporais severos e chuvas torrenciais tem castigado diversas províncias chinesas, resultando em um rastro de destruição e perda de vidas humanas. De acordo com informações da mídia estatal divulgadas nesta terça-feira (7), o desastre já contabiliza pelo menos 15 mortes, além de centenas de feridos e a necessidade de evacuação em massa de dezenas de milhares de habitantes. O presidente Xi Jinping já se posicionou sobre a crise, solicitando o empenho máximo das equipes de emergência nas operações de resgate.
Cenário de destruição na província de Hubei
A província central de Hubei foi um dos locais mais afetados pelo mau tempo, registrando 11 fatalidades e o desaparecimento de uma pessoa. O cenário foi marcado por ventos de extrema potência, classificados com nível 13 na escala Beaufort, que assolaram cidades como Huangshi, Huanggang, Ezhou e Xianning ao longo de quatro horas na última segunda-feira (6). Relatos da emissora CCTV descreveram cenas de caos, incluindo veículos lançados contra estruturas metálicas e caminhões destruídos por destroços arremessados de edifícios.
O impacto foi agravado pela ocorrência de tornados, fenômenos considerados raros na região — que é um ponto vital para o setor industrial e tecnológico do país. O último registro de um evento desta natureza em Hubei data de maio de 2021. Em Ezhou, cinco mortes foram confirmadas especificamente em decorrência de um tornado que atingiu ventos de até 149 km/h, causando destruição em telhados e veículos.
Alerta de risco em outras regiões e novos fenômenos
O Centro Meteorológico Nacional mantém o sinal de alerta para outras áreas do território chinês, incluindo Guangdong, Hainan, Jilin, Shandong, Liaoning e a região de Guangxi. Em Guangxi, o impacto das inundações já causou quatro mortes e deixou oito pessoas desaparecidas, forçando a retirada de mais de 50 mil moradores. A área enfrenta um desafio adicional ao tentar se recuperar dos efeitos recentes do tufão Maysak, enquanto se prepara para volumes críticos de chuva que podem chegar a 260 mm, elevando o risco de deslizamentos de terra. Situação semelhante ocorre em Gansu, onde um deslizamento arrastou 33 pessoas, das quais 16 ainda permanecem desaparecidas.
Para complicar ainda mais o cenário meteorológico, as autoridades monitoram de perto a trajetória do supertufão Bavi. Atualmente deslocando-se pelo Pacífico em direção a Taiwan, o fenômeno, que já apresentou ventos de até 290 km/h em sua passagem por territórios anteriores, tem previsão de atingir a costa leste da China nos próximos dias, exigindo prontidão máxima da defesa civil chinesa.