Trump alerta: “Podemos destruir a rede elétrica do Irã em pouco tempo” se acordo falhar

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Em uma fala realizada no Salão Oval na última segunda-feira, durante o lançamento do “Trump Accounts”, o presidente dos EUA, Donald Trump, abordou o estágio atual das negociações com o Irã. O mandatário enfatizou que o objetivo primordial de sua administração é impedir que o país obtenha armas nucleares, declarando que prefere alcançar um acordo diplomático a recorrer a medidas extremas. Contudo, Trump deixou claro que, caso as negociações fracassem, os Estados Unidos possuem capacidade técnica para neutralizar rapidamente a infraestrutura energética iraniana, referindo-se à destruição de usinas de energia e pontes como uma alternativa viável caso o compromisso não seja firmado.

O presidente argumentou que a pressão econômica imposta ao país tem sido efetiva, ressaltando que o Irã atravessa uma crise financeira severa e que não houve repasses de recursos por parte dos americanos. Ao discutir o cenário geopolítico, Trump negou que a intenção seja promover uma mudança de regime, embora tenha ponderado que a atual administração iraniana parece mais inclinada à razão do que as que a precederam. Ele reforçou que as exigências dos EUA permanecem inegociáveis, focadas principalmente na contenção do enriquecimento de material nuclear, enquanto mantém uma postura de cautela sobre o desfecho das tratativas.

Além do aspecto diplomático, o presidente detalhou operações militares que, segundo ele, permitiram manter o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz apesar do bloqueio imposto. Trump descreveu ações furtivas noturnas que teriam permitido a passagem de navios sem detecção, alegando que a Marinha dos EUA conseguiu neutralizar os sistemas de radar e a capacidade naval iraniana na região. Segundo o relato, a estratégia evitou uma disparada nos preços do petróleo, garantindo o escoamento de milhões de barris por meio de centenas de embarcações comerciais, superando o bloqueio iraniano no que o presidente classificou como uma operação logística e militar de grande magnitude.

(Foto: Ricardo Stuckert / PR)

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