Ofensiva relâmpago de Israel atinge o coração do regime e coloca 30 líderes iranianos na linha de fogo

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A manhã de hoje marcou um ponto de inflexão no conflito no Oriente Médio, com Israel lançando uma ofensiva aérea massiva destinada a decapitar a liderança política e militar da República Islâmica do Irã.

Segundo relatos iniciais, cerca de 30 figuras proeminentes do regime foram alvejadas simultaneamente, incluindo o Líder Supremo, Ali Khamenei.

Autoridades israelenses, embora sem confirmação oficial por parte do governo, sugerem que Khamenei pode ter sido morto — o que representaria a primeira vez que Israel atenta diretamente contra a vida de um chefe de Estado soberano em exercício.

No lado iraniano, o tom é de incerteza. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, limitou-se a declarar que o líder está vivo “pelo que sabe”. No entanto, informações divulgadas pelo Canal 12 de Israel indicam que cerca de 30 bombas foram lançadas contra o complexo de Khamenei em uma operação coordenada com os Estados Unidos.

O Líder Supremo estaria no subsolo no momento do impacto, mas fora dos bunkers mais profundos, que seriam os únicos capazes de resistir ao armamento utilizado. Relatos apontam que o secretário militar de Khamenei e membros de sua família faleceram no ataque, e imagens de satélite confirmam que o complexo foi praticamente reduzido a escombros.

O destino da sucessão e a linha de comando

A devastação parece ter alcançado também o núcleo sucessório do Irã. A emissora estatal israelense Kan reportou indícios de que Mojtaba Khamenei, filho e provável sucessor do Líder Supremo, também teria sido morto.

Outro nome de peso na linha de sucessão, Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, foi igualmente listado como alvo das operações.

A estrutura de defesa e inteligência do país sofreu golpes severos. Fontes israelenses afirmam a morte do General Mohammad Pakpour, comandante da Guarda Revolucionária (IRGC), e do ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh. A lista de alvos incluiu ainda o presidente Masoud Pezeshkian e o chefe do exército, Sayyid Abdolrahim Mousavi.

Major-general Abdolrahim Mousavi, chefe do Exército iraniano.

Figuras estratégicas como Esmail Qaani, chefe da Força Quds, e Majid Mousavi, responsável pelo programa de mísseis balísticos, também foram alvejados em uma ação descrita de forma hiperbólica por alguns veículos como “30 alvos em 30 segundos”.

O comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica, Esmail Qaani, discursa durante uma cerimônia que marca o aniversário do assassinato do general da Guarda, Qasem Soleimani, em 2020, em Teerã, Irã, em 3 de janeiro de 2024. (ATTA KENARE / AFP)
Repercussões e o risco de escalada regional

A morte de Ali Shamkhani, ex-chefe da Marinha da IRGC, também foi ventilada pela Iran International, embora ainda careça de confirmação definitiva. Shamkhani já havia sido alvo de Israel em junho do ano passado, sobrevivendo a uma tentativa anterior.

O impacto desses ataques ressoa além das fronteiras iranianas, especialmente no Líbano. O Hezbollah já havia emitido alertas de que entraria diretamente nos combates caso a integridade de Khamenei fosse violada, o que coloca a região à beira de uma guerra total e imprevisível.

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