Massa de ar continental traz frio extremo e mínimas negativas ao Sul e Sudeste

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O clima no Brasil está prestes a sofrer uma mudança drástica com a chegada de uma massa de ar frio de forte intensidade a partir deste domingo (17). Diferente de outros sistemas, este possui trajetória continental, deslocando-se pelo interior da América do Sul, o que potencializa sua capacidade de manter o frio rigoroso por vários dias consecutivos. O fenômeno deve atingir com força total os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, trazendo o risco de geadas e marcas negativas nas áreas de serra.

Os reflexos dessa onda gelada também serão sentidos no Sudeste a partir de segunda-feira (18), afetando especialmente o centro-sul paulista e o sul mineiro. Capitais como Porto Alegre e Curitiba devem registrar quedas acentuadas, com sensações térmicas que podem chegar a 7°C e 10°C, respectivamente, nas manhãs de terça-feira. Até mesmo o Rio de Janeiro sentirá o impacto na quinta-feira (21), com máximas que não devem ultrapassar os 19°C, um valor atípico para a capital fluminense nesta época do ano.

Alerta de chuvas volumosas precede a queda nas temperaturas

Antes da chegada do frio seco, o avanço de uma frente fria deve provocar instabilidade severa em diversas regiões do país entre sexta-feira (15) e domingo (17). O cenário é de alerta para municípios do Paraná, sul de Mato Grosso do Sul e partes de São Paulo, onde os acumulados de chuva podem superar os 100 mm, chegando isoladamente a 150 mm. Esse volume é considerado excepcional para o mês de maio, período que tradicionalmente marca o início da transição para o clima seco no Sudeste e Centro-Oeste.

Em São Paulo e Curitiba, o final de semana será marcado por dias nublados e chuvas frequentes. Enquanto a capital paulista já enfrenta pancadas moderadas a fortes nesta sexta-feira, o Rio de Janeiro lida com nevoeiros matinais e chuvas isoladas à tarde. No Sul, Porto Alegre terá um início de final de semana com tempo firme, mas a instabilidade deve alcançar os gaúchos no domingo, embora com menor intensidade comparado aos estados vizinhos.

Instabilidade atinge o Norte e Nordeste enquanto Goiás enfrenta tempo seco

Nas regiões Norte e Nordeste, o cenário meteorológico é de muita umidade e chuvas constantes. No Nordeste, a atenção se volta para a faixa litorânea entre o Rio Grande do Norte e Pernambuco, além de Salvador, onde há risco de temporais e ventos que podem atingir 50 km/h. Na Região Norte, a Zona de Convergência Intertropical reforça as chuvas no Amapá e litoral paraense, mantendo o tempo instável e abafado em estados como Amazonas e Roraima, com risco de temporais isolados ao longo da tarde.

Em contraste com o volume de água esperado para o Sul e as chuvas tropicais do Norte, partes do Centro-Oeste e do Sudeste ainda enfrentam os efeitos da estiagem. No Mato Grosso, as pancadas ganham força apenas em áreas específicas do sul e oeste. Já em Goiás e no Distrito Federal, o tempo segue estável e seco, com índices de umidade relativa do ar podendo cair abaixo de 30%. Essa condição exige atenção especial da população para a hidratação e cuidados com a saúde, conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde.

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