Irã alerta aos EUA que usará mísseis inéditos e “mais destrutivos” em novo conflito
O Irã advertiu que utilizará armamentos significativamente mais destrutivos em caso de um novo confronto armado. A declaração foi feita por Hossein Mohebi, porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos. Segundo o porta-voz, o poder de destruição das ogivas integradas aos mísseis da Guarda Revolucionária supera de forma expressiva o das tecnologias empregadas em conflitos anteriores.
Mohebi ressaltou que, se uma nova guerra eclodir, o arsenal iraniano apresentará evoluções perceptíveis na geração de ogivas, na precisão dos impactos e no alcance dos mísseis. Ele enfatizou que a República Islâmica mantém contínua a produção e o desenvolvimento de equipamentos militares, avançando diariamente na fabricação de armas mais precisas, letais e tecnologicamente avançadas.
A Guarda Revolucionária Islâmica é a força militar de elite do Irã, criada para proteger o sistema político do país e consolidada como um dos pilares de sua defesa e projeção regional, sendo oficialmente considerada inimiga por nações como Israel.
Impasse diplomático e ameaças econômicas
O pronunciamento da força militar ocorre em um cenário de estagnação nas tratativas de paz e na normalização do tráfego pelo estratégico Estreito de Ormuz. Não há indícios de aproximação diplomática para encerrar as hostilidades iniciadas em fevereiro por ações conjuntas de Estados Unidos e Israel. Enquanto a Casa Branca afirma ter desarticulado parcela expressiva das capacidades navais, aéreas e fabris do Irã, as autoridades iranianas sustentam que fortaleceram suas defesas e contiveram os adversários por meio de operações táticas.
Diante do impasse, o governo dos Estados Unidos anunciou a intenção de aplicar contra o Irã a mais severa operação de restrição econômica já registrada, visando promover um isolamento financeiro sem precedentes. Em contrapartida, Teerã declarou que a insistência em medidas coercitivas resultará em novos fracassos e denunciou que as sanções americanas configuram uma ameaça não apenas à sua soberania, mas também à estabilidade da economia global.