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Coalizão de países liderada por Trump tem como alvo dezenas de cartéis e facções, incluindo PCC e CV, em sua ofensiva inaugural

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A iniciativa de segurança liderada pelo presidente Donald Trump, batizada de Escudo das Américas, deu seu primeiro passo prático ao mirar pelo menos 24 organizações classificadas pelos governos participantes como narcoterroristas transnacionais. A decisão foi formalizada durante um encontro em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU, que contou com a presença de Trump e do secretário de Estado, Marco Rubio.

Conforme o documento intitulado “Declaração Conjunta sobre a Defesa da Soberania Hemisférica”, os países adotarão medidas imediatas que incluem o congelamento de ativos financeiros, imposição de restrições de vistos para membros e apoiadores, e a responsabilização criminal de indivíduos que forneçam suporte logístico ou material a essas estruturas criminosas.

Estratégia multilateral e cartéis na mira

Para ampliar o alcance das sanções, a aliança buscará convocar uma reunião de consulta no Conselho Permanente da OEA, utilizando os artigos do TIAR para viabilizar novas resoluções coletivas. A lista de alvos abrange cartéis mexicanos proeminentes, facções equatorianas, o colombiano Exército de Libertação Nacional e dissidentes das FARC, além das principais organizações criminosas do Brasil, como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, somando-se a grupos do Haiti, Peru, América Central e o venezuelano Tren de Aragua.

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A ofensiva fundamenta-se nos pilares econômico, de segurança e de coordenação multilateral, prevendo o intercâmbio de inteligência, o repasse de tecnologias de segurança e o treinamento conjunto entre as 15 nações signatárias, que incluem Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.

A adesão do Chile e o posicionamento regional

Superando semanas de debates internos, o Chile oficializou sua entrada definitiva na coalizão. O presidente chileno, José Antonio Kast, defendeu a cooperação internacional como ferramenta indispensável contra o crime e afastou qualquer possibilidade de envolvimento em ações militares estrangeiras, assegurando que o país não participará de intervenções extraterritorialmente, inclusive no que tange ao cenário venezuelano.

O Ministério das Relações Exteriores chileno negou que a decisão tenha decorrido de pressões exercidas por Washington, classificando o bloco como um fórum de cooperação voluntária. O governo destacou que a integração ao pacto trará vantagens operacionais diretas, otimizando o fluxo de dados de inteligência, a capacitação policial e a cooperação tática com vizinhos sul-americanos no combate às redes transnacionais.

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