Flávio Bolsonaro recorre a Fachin para retirar inquérito de ‘Dark Horse’ das mãos de Dino

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A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) acionou a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), sob comando do ministro Edson Fachin, para solicitar a transferência da relatoria do inquérito que apura supostas irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse”. O objetivo dos advogados é que o processo, atualmente sob os cuidados do ministro Flávio Dino, seja encaminhado ao gabinete do ministro André Mendonça.

Argumentos da defesa

O argumento central dos advogados é a busca por unidade processual. A defesa destaca que o ministro André Mendonça já é responsável pelas investigações envolvendo o Banco Master e seu fundador, Daniel Vorcaro. Como o caso do filme “Dark Horse” apresenta conexões diretas com as supostas fraudes bancárias sob análise de Mendonça, a concentração das demandas em um único gabinete seria fundamental para evitar decisões judiciais conflitantes ou contraditórias.

O caso do filme “Dark Horse”

Recentemente, o ministro Flávio Dino autorizou a Polícia Federal a instaurar um inquérito para investigar o repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinadas pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP). Os recursos foram direcionados a uma ONG vinculada a Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora responsável pela obra. Embora a verba tenha sido formalmente justificada como apoio a projetos sociais, a investigação foi motivada por um requerimento da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que identificou possíveis elos entre as empresas de Karina e o financiamento cinematográfico.

As apurações que estão sob a relatoria de André Mendonça buscam verificar se o aporte milionário realizado pelo banqueiro Daniel Vorcaro na produção cinematográfica possui relação com o custeio da residência do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A investigação foca em uma operação de R$ 134 milhões envolvendo a família Bolsonaro e o banqueiro, montante que teve parte de seus valores transferida para um fundo no Texas, local onde reside Eduardo e cujo controle envolve o advogado Paulo Calixto, aliado do ex-deputado. O processo foi originalmente distribuído ao ministro Alexandre de Moraes, devido a conexões com inquéritos sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro no exterior, mas acabou redistribuído a Mendonça após parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) indicar maior afinidade com o caso do Banco Master.

Foto: AP

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