Escalada total: Irã bombardeia base estratégica de caças dos EUA na Jordânia
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) assumiu a autoria de um grande ataque com 12 mísseis balísticos contra a base aérea de Al-Azraq, localizada na Jordânia. O local é estratégico por abrigar caças norte-americanos F-35, F-15 e F-16, além de outras instalações militares e centros de controle dos Estados Unidos. De acordo com o comunicado oficial emitido por Teerã, a ofensiva destruiu estruturas militares de grande importância e um número significativo de aeronaves que estavam na base. O comando iraniano alertou que as operações militares continuarão ativas enquanto persistirem as ações dos EUA contra alvos do país.
A justificativa de Teerã e o histórico recente
A IRGC justificou a operação militar como uma resposta direta aos recentes bombardeios norte-americanos em território iraniano. As incursões de Washington haviam atingido uma área de lazer, um complexo de produção, um quartel nas proximidades de Karaj e Nazarabad, além de uma base do Corpo de Exército local no condado de Pishva. Segundo Teerã, as forças ocidentais atacaram diversas localidades em Jask, Sirik e Qeshm sob pretextos considerados infundados pelo governo iraniano, resultando na destruição de dois reservatórios de água e danos severos em uma torre de comunicações.
Por outro lado, o governo dos Estados Unidos informou que havia retomado seus ataques na noite de terça-feira como uma retaliação direta à derrubada anterior de um helicóptero americano AH-64 Apache. A operação de Washington foi executada sob ordens diretas do comandante-em-chefe e classificada pela Casa Branca como uma resposta proporcional à agressão considerada injustificada por parte do Irã.
Resposta coordenada e pressões diplomáticas
A reação iraniana não se limitou à base de Al-Azraq. O Quartel-General Central Khatam al Anbiya, órgão operacional máximo do comando militar do Irã, anunciou na quarta-feira que as forças armadas do país atacaram diversas outras bases americanas espalhadas pelo Oriente Médio.
Diante do cenário de guerra declarada, o Ministério das Relações Exteriores do Irã emitiu um forte pronunciamento direcionado aos países vizinhos da região. A diplomacia iraniana cobrou a responsabilidade legal e moral de cada nação para impedir que seus respectivos territórios sejam utilizados pelos Estados Unidos ou por Israel para lançar ofensivas contra o solo iraniano. O comunicado encerra com a advertência de que Teerã não hesitará em exercer seu direito inerente de autodefesa para proteger sua integridade territorial.