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Crise climática: governo injeta R$ 1,3 bilhão e monta plano de emergência para enfrentar o El Niño

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu 21 ministros na manhã desta quarta-feira para discutir os efeitos do fenômeno climático El Niño, cuja intensidade deve aumentar ao longo deste semestre. O encontro, que não havia sido divulgado previamente pela Secretaria de Comunicação (Secom) do Palácio do Planalto, teve sua abertura transmitida à imprensa.

Durante a reunião, a ministra da Casa Civil detalhou um plano transversal focado na mitigação dos impactos climáticos. O planejamento conta com um reforço orçamentário de R$ 1,335 bilhão, voltado especialmente para a ampliação dos estoques reguladores de milho e arroz, visando prevenir riscos de quebra de safra.

As previsões de especialistas indicam cenários distintos pelo país, com expectativa de excesso de chuvas na Região Sul, episódios de seca e incêndios nas regiões Norte e Nordeste, além de atrasos no regime de chuvas no Centro-Oeste.

Cobrança por articulação federativa

Diante do cenário apresentado, o presidente Lula cobrou uma atuação coordenada de prefeitos e governadores. O chefe do Executivo destacou que a mobilização federal serve como um estímulo para que estados e municípios adotem medidas preventivas equivalentes, garantindo que o país esteja devidamente preparado para enfrentar os desdobramentos da crise climática.

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Participação ministerial e institucional

O encontro contou com a presença de titulares e representantes de diversas pastas estratégicas, incluindo Casa Civil, Justiça e Segurança Pública, Saúde, Ciência, Tecnologia e Inovação, Agricultura e Pecuária, Minas e Energia, Portos e Aeroportos, Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Povos Indígenas, Relações Institucionais, Meio Ambiente e Mudança do Clima, Defesa, Integração e Desenvolvimento Regional, Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Desenvolvimento e Assistência Social, Fazenda, Mulheres, Transportes, Planejamento e Orçamento, Secretaria de Comunicação Social e Secretaria-Geral da Presidência da República.

Também integraram a mesa gestores de órgãos técnicos e secretarias substitutas, como o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

Foto: AP

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