Clarão no céu: meteoro cruza o Sudeste a mais de 34 mil km/h e impressiona moradores

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Um clarão inesperado surpreendeu moradores de diversas cidades de Minas Gerais e do Rio de Janeiro no início da noite de quarta-feira (1º). Por volta das 18h20, um rastro luminoso intenso cruzou o céu e desapareceu em poucos segundos, despertando a curiosidade de quem olhava para o alto. O fenômeno foi amplamente observado em municípios como Juiz de Fora, Chiador, Oliveira, Itapecerica, Itajubá e Tiradentes, em território mineiro, além de Três Rios, no estado fluminense.

A Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon) confirmou o evento astronômico. De acordo com Marcelo Zurita, diretor técnico da instituição, a rocha espacial passou sobre a região leste de Minas Gerais. O especialista destacou que, embora o objeto não tenha passado tão próximo geograficamente, as excelentes condições meteorológicas e o céu limpo daquela noite permitiram que o espetáculo fosse visualizado perfeitamente a centenas de quilômetros de distância. O momento exato da queda foi registrado por câmeras do canal Clima ao Vivo, parceiro da Bramon.

A ciência por trás do brilho

O fenômeno, embora impressionante, é bem conhecido pela ciência. Marcelo Zurita explica que o meteoro nada mais é do que o efeito luminoso gerado quando um fragmento de rocha espacial entra em contato com a atmosfera terrestre. Esses pedaços de matéria viajam pelo espaço a velocidades impressionantes, ultrapassando os 34 mil km/h. Ao colidirem com o escudo gasoso da Terra, eles comprimem e aquecem o ar de forma violenta.

Esse impacto extremo cria uma bolha de plasma — um gás superaquecido e altamente energizado que emite o brilho forte avistado da superfície. O tamanho desse rastro luminoso depende diretamente das dimensões do fragmento. Segundo o diretor da Bramon, detritos do tamanho de um grão de arroz já são suficientes para iluminar o céu, embora terminem completamente vaporizados pelo calor. Já rochas maiores produzem bólidos muito mais brilhantes, capazes de resistir por mais tempo à queima e, eventualmente, deixar fragmentos que alcançam o solo, conhecidos como meteoritos.

Foto: AP

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