Asteroide 2026 GA2 e outras três rochas espaciais se aproximam da Terra hoje, alerta NASA
A NASA, por meio do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS), mantém vigilância constante sobre o asteroide 2026 GA2. A rocha espacial, que possui dimensões comparáveis às de uma residência (cerca de 14 metros de diâmetro), desloca-se a uma velocidade impressionante de 37.823 km/h. Segundo dados do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), a aproximação máxima ocorre ainda hoje, mantendo uma distância segura de aproximadamente 1,36 milhão de quilômetros da superfície terrestre.
O 2026 GA2 não viaja sozinho pelo nosso setor orbital. Outros dois corpos celestes de porte similar, batizados de 2026 GT e 2026 GA1, também possuem passagens agendadas para hoje e amanhã. Além dessas rochas menores, o JPL monitora um objeto de maior envergadura, equivalente ao tamanho de um avião comercial, que deve atingir seu ponto mais próximo da Terra no próximo sábado, a uma distância estimada de 1,32 milhão de quilômetros.
Origens e trajetórias no Sistema Solar
Estes objetos são fragmentos rochosos remanescentes da formação do nosso sistema solar, ocorrida há 4,6 bilhões de anos. Embora a grande maioria dessas massas esteja concentrada no cinturão principal, entre Marte e Júpiter, diversas forças gravitacionais podem alterar suas rotas. Conforme explica o JPL, alguns desses asteroides acabam sendo arremessados para o interior do sistema solar, tornando-se “objetos próximos da Terra” (NEOs) ao cruzarem a vizinhança orbital do nosso planeta, dentro de um raio de 120 milhões de milhas do Sol.
A ciência astronômica continua a ser surpreendida pela diversidade desses corpos. Em janeiro deste ano, pesquisadores identificaram o 2025 MN45, um asteroide com cerca de 700 metros de diâmetro — quase oito campos de futebol — que detém o recorde de rotação mais rápida já registrado, completando um giro sobre o próprio eixo a cada dois minutos. Ele faz parte de um seleto grupo de 19 asteroides de rotação “super e ultrarrápida” catalogados em uma leva de descobertas iniciada em junho de 2025.
Classificação de risco e segurança planetária
Apesar da proximidade e da velocidade desses objetos, a NASA tranquiliza a população, reiterando que a vasta maioria das órbitas não representa risco real de colisão. O monitoramento rigoroso é focado nos chamados Asteroides Potencialmente Perigosos (PHAs), que são aqueles com órbitas que se aproximam a menos de 7,4 milhões de quilômetros da trajetória da Terra ao redor do Sol.
De acordo com Paul Chodas, gerente do CNEOS, a classificação de “potencialmente perigoso” não é um anúncio de impacto iminente, mas uma medida de precaução científica. A designação indica que, ao longo de séculos ou milênios, a órbita do objeto pode evoluir devido a interações gravitacionais. No momento, não há qualquer previsão de impacto catastrófico para o futuro próximo, e a vigilância serve para que a humanidade tenha tempo de agir caso as probabilidades mudem daqui a centenas de anos.