Alerta na saúde: casos de mpox disparam no Brasil; São Paulo concentra 70% das infecções

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O cenário epidemiológico da mpox no Brasil em 2026 apresenta um crescimento acelerado nas últimas semanas, conforme os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Saúde. Até o momento, o país já contabiliza 88 diagnósticos confirmados da doença, além de dois casos que permanecem sob investigação laboratorial. O salto estatístico é expressivo: em um intervalo de menos de uma semana — desde o dia 20 de fevereiro —, o número de confirmações praticamente dobrou, saindo de 48 para os atuais 88 registros.

Apesar da curva ascendente de infecções, a pasta da saúde destaca que a gravidade dos quadros clínicos permanece controlada, sem o registro de óbitos em 2026. A maioria dos pacientes tem apresentado sintomas leves ou moderados, evoluindo de forma favorável. Ao comparar com os anos anteriores, o Brasil fechou 2025 com um total de 1.079 casos e duas mortes, enquanto o início deste ano mostra uma dinâmica diferente do mesmo período do ano passado, quando o país já havia registrado 215 notificações.

Concentração geográfica e monitoramento

A distribuição dos casos revela que o estado de São Paulo continua sendo o epicentro da doença no país, concentrando 62 das 88 confirmações totais. O Rio de Janeiro aparece em segundo lugar com 15 registros, seguido por Rondônia (4), Minas Gerais (3) e o Rio Grande do Sul (2). Distrito Federal e Paraná completam a lista com um caso cada. O Ministério da Saúde reforçou que mantém vigilância contínua e coordenação estreita com os órgãos estaduais para conter a disseminação do vírus e garantir o atendimento adequado.

Transmissão e sintomas de alerta

A mpox, causada por um vírus da mesma família da varíola humana, exige atenção ao contato físico próximo, principal via de contágio. A transmissão ocorre por meio do contato com lesões cutâneas, fluidos corporais, gotículas respiratórias ou superfícies contaminadas.

Os sinais clássicos da infecção incluem febre, dores de cabeça intensas, inchaço nos gânglios (ínguas) e as características lesões na pele, que podem se espalhar pelo rosto, mãos, pés e áreas genitais. Embora a doença seja autolimitada para a maior parte da população, autoridades alertam que indivíduos imunossuprimidos devem redobrar os cuidados devido ao maior risco de complicações.

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