Ataque russo mais intenso de 2026 mata dezenas de pessoas e devasta cidades ucranianas; vídeos
A Rússia executou o ataque mais devastador deste ano contra a Ucrânia, mobilizando centenas de drones e mísseis em uma ofensiva noturna que resultou na morte de pelo menos 18 pessoas. O bombardeio massivo ocorre em um momento de estagnação nas negociações de paz, logo após o cessar-fogo de Páscoa. Enquanto o cenário internacional se volta para as tensões entre Estados Unidos e Irã, o governo em Kiev expressa preocupação crescente com o esgotamento de seus estoques de munição para defesa aérea. Diante dessa vulnerabilidade, o presidente Volodymyr Zelenskyy tem intensificado esforços diplomáticos para garantir apoio militar e proteger o espaço aéreo do país.
Destruição e vítimas na capital e regiões portuárias
Em Kiev, o cenário pós-ataque foi marcado por densa fumaça e destruição material severa. O prefeito Vitali Klitschko confirmou quatro óbitos na capital, incluindo uma criança de 12 anos, além de dezenas de feridos. Um dos incidentes mais graves envolveu um drone que atingiu um edifício residencial de 18 andares. Relatos de sobreviventes, como o de Olena Kapustian, evidenciam o trauma psicológico da população civil, que enfrenta ataques recorrentes em áreas residenciais. No sul, a cidade portuária de Odessa registrou nove mortes e danos significativos em infraestruturas críticas e no porto, onde um navio cargueiro civil de bandeira estrangeira foi incendiado.
A Força Aérea ucraniana contabilizou o disparo de 44 mísseis e cerca de 660 drones em apenas 24 horas. Embora a maior parte tenha sido interceptada, pelo menos 26 locais foram atingidos em diferentes regiões, incluindo Dnipropetrovsk, Zaporizhzhia e Kherson. O presidente Zelenskyy utilizou suas redes sociais para reafirmar que a continuidade das agressões russas impossibilita qualquer flexibilização de sanções internacionais. Segundo o líder ucraniano, a concentração de mísseis balísticos contra a capital e alvos civis demonstra que não há espaço para a normalização das relações diplomáticas com Moscou sob o atual contexto de guerra.
Contexto geopolítico e Contraofensiva ucraniana
O cenário global tem favorecido indiretamente a economia de guerra russa. A instabilidade no Oriente Médio, envolvendo EUA, Israel e Irã, provocou flutuações no mercado de energia que levaram Washington a suspender temporariamente certas sanções ao petróleo russo para estabilizar preços. Simultaneamente, Moscou justifica seus ataques como represália a incursões ucranianas. Em contrapartida, a Ucrânia mantém sua estratégia de atingir a infraestrutura energética russa para debilitar o financiamento do conflito. De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, mais de 200 drones ucranianos foram interceptados em diversas regiões russas e na Crimeia, com registros de vítimas civis em localidades como Tuapse.