10 gols, reviravoltas e drama: Inglaterra bate a França em jogo épico pelo 3º lugar com recorde de Mbappé
A partida que definiu o terceiro lugar da Copa do Mundo foi marcada por um roteiro frenético e inesperado. Sob a promessa de uma reação após a eliminação na semifinal, a seleção inglesa impôs um ritmo avassalador no primeiro tempo, abrindo uma vantagem de quatro gols sobre uma França apática. O início avassalador, construído com gols de Declan Rice, Ezri Konsa e dois de Bukayo Saka, parecia encaminhar uma vitória tranquila, mas o cenário mudou drasticamente após o intervalo.
O brilho de Mbappé e a resistência inglesa
A segunda etapa revelou uma França disposta a honrar a última partida de Didier Deschamps à frente da equipe. Kylian Mbappé, em busca de mais uma Chuteira de Ouro, liderou a tentativa de virada ao marcar dois gols, somados ao tento de Bradley Barcola. Com esse desempenho, o astro do Real Madrid tornou-se o primeiro jogador masculino a atingir a marca de dez gols em uma única edição de Copa do Mundo desde 1970.
A pressão francesa foi intensa, e por pouco o duelo não foi levado à prorrogação. No entanto, a resiliência inglesa falou mais alto. Um pênalti convertido por Saka — selando seu hat-trick — e um gol de Jude Bellingham, que saiu do banco de reservas, garantiram o triunfo por 6 a 4. O resultado assegurou à Inglaterra o terceiro lugar no mundial pela primeira vez em sua história, encerrando a campanha com um triunfo memorável, apesar das frustrações recentes.
Despedidas e desafios técnicos
O duelo em Miami foi carregado de simbolismos. Para a França, representou o fim de uma era de 14 anos sob o comando de Deschamps, homenageado pelos atletas antes do apito inicial. Do lado inglês, o técnico Thomas Tuchel vive um momento de reconstrução de sua imagem junto aos torcedores. Apesar de ter sido alvo de vaias antes da partida, a entrega dos jogadores em campo — exemplificada pela capitania de Rice, que atuou lesionado — foi reconhecida pelo público após o apito final.
A escalação, contudo, trouxe polêmicas. As sete alterações feitas por Tuchel, incluindo a utilização de atletas com limitações físicas, geraram críticas, especialmente de clubes preocupados com a integridade de seus jogadores. O jogo, que flutuou entre o domínio absoluto inglês no início e o caos tático na segunda etapa, será lembrado como um dos espetáculos mais marcantes desta Copa, coroando um torneio de superação para ambas as seleções.