Zema detona fim da escala 6×1 como “populismo” e chama ministros do STF de “frutas podres”

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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (NOVO), classificou a proposta de extinção da escala de trabalho 6×1 como uma medida de “populismo puro”. Em entrevista concedida nesta sexta-feira (24) à Rádio Bandeirantes, em Goiânia, o político criticou a tramitação de projetos sobre o tema no Congresso Nacional — incluindo uma proposta do governo federal — destacando que o debate ocorre em um momento inadequado devido ao calendário eleitoral. Para o mineiro, a discussão sobre a jornada de trabalho deveria ser pautada pela flexibilidade e não pela imposição de novos limites.

Zema defende que o Brasil adote um modelo de contratação inspirado no sistema norte-americano, em que a remuneração é calculada com base nas horas efetivamente trabalhadas. Segundo sua visão, isso permitiria que funcionários e empresas negociassem contratos variando de 20 a 50 horas semanais, oferecendo mais liberdade de escolha ao trabalhador. Ele sustenta que a modernização das leis trabalhistas passa por oferecer alternativas que fujam da rigidez da CLT, permitindo uma dinâmica mais próxima à realidade de países desenvolvidos.

Ataques diretos a ministros do STF

A entrevista também foi marcada por declarações agressivas direcionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Zema utilizou a expressão “frutas podres” para descrever três integrantes da Corte: Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Ao falar sobre Toffoli e Moraes, o ex-governador comparou-os a “árvores comidas por cupim”, afirmando que ambos já perderam a sustentabilidade e cairiam diante de qualquer instabilidade política.

As críticas mais contundentes, no entanto, foram reservadas a Gilmar Mendes, com quem Zema mantém um histórico recente de embates públicos. O pré-candidato mencionou o uso de aeronaves particulares e supostas ligações de magistrados com o escândalo do Banco Master — instituição liquidada pelo Banco Central após suspeitas de fraude. Além disso, Zema relembrou a decisão de Mendes que, em 2009, concedeu liberdade ao médico Roger Abdelmassih, condenado por diversos estupros, utilizando o episódio para questionar a capacidade de julgamento do ministro.

Propostas de reforma para a Suprema Corte

Caso chegue à Presidência da República, Zema afirmou que pretende implementar mudanças estruturais no funcionamento do STF. Entre as medidas sugeridas está o estabelecimento de uma idade mínima de 60 anos para a indicação de novos ministros, mantendo o limite de aposentadoria compulsória aos 75. A intenção, segundo ele, é garantir que os magistrados ingressem na Corte focados em um legado institucional, e não em interesses financeiros ou pessoais.

Outro ponto central de sua agenda para o Judiciário é o fim das decisões monocráticas. O ex-governador argumenta que é necessário impedir que apenas um ministro tenha o poder de anular, individualmente, decisões tomadas por centenas de representantes eleitos no Congresso Nacional. Para Zema, o atual formato do Supremo permite um desequilíbrio de poderes que prejudica a democracia brasileira.

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