TSE, sob comando de Nunes Marques, propõe selo de acerto a institutos de pesquisa

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou, nesta terça-feira (14), as tratativas com os principais institutos de pesquisa do país para a criação do “Selo Acurácia Eleitoral”. A iniciativa, apresentada pela presidência da Corte, visa reconhecer e premiar as empresas cujas projeções se aproximarem com maior precisão dos resultados oficiais apurados nas urnas. A proposta abrange levantamentos nacionais para a Presidência da República e estaduais para os cargos de governador, sendo concedida exclusivamente em anos de eleições gerais.

Resistência do setor e abertura ao diálogo

Apesar do objetivo da Corte, a proposta enfrentou críticas imediatas do setor durante a reunião. Representantes de institutos como Datafolha, Quaest, Ipec, Ipsos-Ipespe e MDA manifestaram resistência à medida. Em resposta às ressalvas, o presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, destacou que o documento apresentado é apenas um rascunho inicial. O magistrado reforçou que o TSE está aberto ao recebimento de sugestões e contribuições dos institutos até a próxima sexta-feira, visando a construção de um consenso.

Objetivos e critérios da nova regulamentação

O projeto busca fomentar o aprimoramento metodológico e ampliar a transparência na divulgação dos levantamentos. Para serem elegíveis ao selo, as empresas deverão seguir critérios rígidos: apenas pesquisas devidamente registradas no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle) e que tenham sido publicadas serão consideradas. A premiação focará em duas categorias principais: pesquisas de boca de urna e aquelas divulgadas na última semana que antecede o pleito.

A minuta estabelece regras claras para a exclusão de institutos da premiação. Empresas com condenações definitivas por fraudes ou que apresentem irregularidades graves — como suspensão ou invalidação do levantamento por descumprimento de normas técnicas — estarão automaticamente desclassificadas. Além do selo de acurácia, a expectativa interna no TSE é que o debate sirva de base para uma resolução mais abrangente, disciplinando de forma ampla o registro, a transparência e a conduta das pesquisas eleitorais, após recentes polêmicas envolvendo o setor.

Foto: AP

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