Trump quer se envolver na escolha do novo líder do Irã e alerta para queda de país na América Central

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O cenário geopolítico global foi sacudido por declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que manifestou a intenção de influenciar diretamente a escolha do novo comando do Irã.

Após a confirmação da morte do Líder Supremo, aiatolá Ali Khamenei — ocorrida em um contexto de escalada de tensões com os EUA e Israel —, Trump afirmou em entrevista à Axios que sua participação no processo sucessório é indispensável para evitar futuros conflitos.

O mandatário rechaçou a possibilidade de o filho de Khamenei assumir o posto, classificando-o como “inaceitável” e prevendo que uma sucessão hereditária manteria as políticas atuais, o que levaria Washington de volta à guerra em um curto prazo.

O modelo venezuelano como referência

Para justificar sua postura, Trump traçou um paralelo direto com a situação política na Venezuela. Ele mencionou que seu envolvimento na nomeação de lideranças em Caracas, após o episódio do sequestro de Nicolás Maduro, serve como um guia para a atual crise no Oriente Médio.

O presidente elogiou abertamente a gestão de Delcy Rodríguez, atual líder venezuelana, descrevendo a relação entre os dois governos como “extraordinária” e destacando a abertura de setores estratégicos, como petróleo e mineração, ao capital norte-americano. Essa linha de ação contradiz declarações de membros do seu próprio gabinete, como o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, que anteriormente negaram que a ofensiva contra o Irã tivesse como objetivo central a mudança de regime.

Pressão máxima e o cerco econômico a Cuba

Simultaneamente, o ocupante da Casa Branca intensificou o discurso contra o governo de Cuba, prevendo um colapso iminente da administração da ilha. Em declarações ao Politico, Trump enfatizou que o endurecimento do embargo comercial e o corte total de recursos e petróleo vindos da Venezuela colocaram Havana em uma posição de vulnerabilidade sem precedentes. Segundo o presidente, a interrupção do apoio venezuelano — vital para a economia cubana por décadas — deixou o país sem alternativas, forçando as autoridades locais a buscarem algum tipo de entendimento com Washington.

Crise energética e isolamento caribenho

A estratégia de asfixia econômica tem gerado impactos severos na vida cotidiana dos cubanos, que enfrentam escassez crítica de combustível e produtos básicos. Trump reiterou que subjugar o governo da ilha é um objetivo histórico dos Estados Unidos que, em sua visão, nunca esteve tão próximo de ser alcançado.

Além das sanções diretas, o governo americano mantém a ameaça de punições unilaterais contra qualquer nação que estabeleça laços comerciais com Cuba, aprofundando o isolamento do país caribenho enquanto tenta redesenhar o mapa de influências políticas nas Américas e no Golfo Pérsico.

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