Trégua imposta por Trump fracassa e Ucrânia retoma bombardeios contra refinarias russas
O esforço unilateral da Casa Branca para intermediar um cessar-fogo energético entre Rússia e Ucrânia ruiu, marcando uma escalada dramática nas tensões diplomáticas e militares. A tentativa de trégua, anunciada abruptamente por Donald Trump na rede social TruthSocial sob a alegação de que ambas as partes haviam concordado, foi imediatamente desmentida pelos fatos no terreno. Nem Moscou nem Kiev aceitaram formalmente os termos, e o acordo de fachada desmoronou com novos bombardeios em massa e a retomada oficial dos ataques ucranianos a refinarias russas.
Novos bombardeios e acusações mútuas
A resposta à suposta trégua veio em forma de destruição de ambos os lados. Moscou acusou a Ucrânia de lançar uma ofensiva contra uma refinaria de petróleo na região russa de Ryazan, um ataque que gerou intensos incêndios e envolveu dezenas de drones e mísseis de cruzeiro Flamingo. Em retaliação e continuidade à ofensiva, a Rússia respondeu com um volume recorde de investidas noturnas, disparando centenas de drones e mísseis contra infraestruturas civis e energéticas na Ucrânia. O governador da região central de Kirovohrad relatou ataques deliberados contra áreas residenciais e logísticas que resultaram em mortes e feridos, enquanto cidades como Kiev enfrentaram apagões prolongados de energia e água.
O fim do bloqueio aos ataques e a ruptura com Washington
Diante do cenário, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy declarou o fim da suspensão temporária dos ataques às refinarias russas, medida que havia adotado inicialmente para demonstrar abertura às negociações de paz. A decisão veio acompanhada de duras críticas à Casa Branca, após relatos de que os Estados Unidos cumpriram ameaças de restringir o compartilhamento de inteligência militar e limitar o acesso de soldados ucranianos aos terminais de internet via satélite Starlink e Starshield. Zelenskyy classificou a lacuna no suporte americano como perigosa e afirmou que a Rússia aproveitou o alívio das pressões para intensificar a ofensiva.
Crises políticas e pressão pela substituição da liderança
A disputa diplomática entre a administração Trump e o governo ucraniano atingiu um ponto crítico com declarações públicas que sugerem uma ruptura sem precedentes entre os antigos aliados. Acreditando que o apoio militar deve vir acompanhado de controle político, Trump sugeriu abertamente que a Ucrânia deveria buscar uma nova liderança. Questionado pela imprensa se se sentia traído, Zelenskyy admitiu o sentimento de perda de um parceiro estratégico forte. O debate ganhou ainda mais repercussão com a intervenção de Elon Musk, chefe da SpaceX, que negou restrições autônomas ao Starlink, mas endossou as críticas da Casa Branca e afirmou publicamente que era o momento de Zelenskyy deixar o cargo.