Teste de míssil nuclear da França provoca reação severa da Rússia que emite alerta em meio a tensões na Europa
O Kremlin criticou duramente o recente teste de um míssil balístico estratégico realizado pela França, classificando a movimentação como um reflexo da obsessão europeia pela militarização. Segundo Moscou, a Europa estaria construindo sua identidade de defesa com base em um confronto direto e sem saída.
A reação do Kremlin à militarização europeia
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que os planos em curso visam transformar um tradicional bloco econômico em uma aliança político-militar. Para Moscou, essa estratégia representa um beco sem saída histórico que não conduz a resultados positivos.
Diante desse cenário e do que qualificou como ações agressivas, Peskov garantiu que a Rússia permanece em alerta constante, monitorando a situação de perto e adotando todas as medidas necessárias para assegurar a sua segurança nacional estratégica. Contudo, o representante reafirmou que o país mantém sua postura de abertura para o diálogo, ressaltando que eventuais divergências devem ser solucionadas por vias diplomáticas e não por meio de demonstrações de força com lançamentos de mísseis.
O teste do míssil balístico francês
A manifestação russa ocorre após as Forças Armadas Francesas efetuarem, em 6 de outubro, o primeiro disparo de um míssil balístico estratégico M51 em sua versão M51.3. O armamento foi lançado a partir do submarino nuclear Le Vigilant, posicionado na costa do departamento de Finisterra, no noroeste da França, e completou sua trajetória no Atlântico Norte, a centenas de quilômetros de qualquer zona costeira.
O teste militar contou com a presença do presidente Emmanuel Macron, que acompanhou a operação a bordo da fragata Auvergne. Em suas redes sociais após o evento, o líder francês justificou a iniciativa ao afirmar que, para ser livre, é preciso ser temido, e para ser temido, é necessário demonstrar poder.