Taiwan reforça defesa aérea com caças avançados dos EUA em meio a ameaça militar da China
Taiwan recebeu seus dois primeiros caças F-16V Block 70, que fazem parte de um lote total de 66 aeronaves adquiridas dos Estados Unidos. Essa aquisição é fruto de um acordo aprovado por Washington em agosto de 2019, avaliado em cerca de US$ 7,8 bilhões. Embora a entrega inicial estivesse programada para o final de agosto, as aeronaves permaneceram temporariamente no Havaí e chegaram com cerca de um mês de atraso. Autoridades taiwanesas apontaram que o adiamento ocorreu devido a ajustes na linha de produção, realocações e problemas na cadeia de suprimentos.
Geopolítica e tensões diplomáticas
A chegada dos caças ocorreu logo após a visita de Estado do presidente chinês Xi Jinping aos Estados Unidos, realizada entre os dias 23 e 25 de setembro. Na ocasião, o líder chinês instou o governo norte-americano a tratar a questão de Taiwan com prudência. Paralelamente, um novo pacote de armas voltado para Taipei, estimado em US$ 14 bilhões e já avaliado informalmente pelo Congresso dos EUA, segue aguardando a aprovação presidencial definitiva.
A política de incerteza estratégica dos EUA
Questionado sobre as transações militares, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ponderou que as vendas de armamentos são sempre ponderadas diante das necessidades internas de defesa do país e de suas prioridades globais. Apesar disso, Washington mantém a tradicional política de incerteza estratégica em relação à ilha. Por um lado, o governo norte-americano continua a fornecer equipamentos militares para fortalecer a segurança de Taipei; por outro, mantém formalmente o princípio de “uma só China”, evitando assumir compromissos diretos sobre intervenções militares em eventuais cenários de conflito.