O poder de palavras temperadas: como refletir a Cristo no dia a dia

Compartilhe

Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades. O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um (Colossenses 4:5-6).

Paulo instrui os crentes de Colossos a agirem com sabedoria em relação aos não crentes, aproveitando ao máximo cada oportunidade e usando sempre palavras agradáveis e ponderadas, para que saibam como responder a cada um.

Esta passagem enfatiza a sabedoria prática nas interações com aqueles que não são da fé cristã, destacando a importância de uma conduta consistente e agradável, e do uso intencional e oportuno das oportunidades.

A conversa deve ser gentil, ponderada e atenciosa, “repleta de graça”, para que cada resposta seja bem pensada e útil. O texto também sugere que os crentes devem refletir Cristo por meio de suas vidas e palavras, fortalecendo seu testemunho e tornando a fé atraente para os outros.

Esses versículos podem ser aplicados na prática hoje, vivendo com sabedoria nos relacionamentos, participando de conversas cordiais e aproveitando intencionalmente as oportunidades para refletir o amor e a verdade de Cristo.

Então, como um cristão consegue isso?

Uma conduta sábia aponta outros para Cristo, quebra barreiras e confere credibilidade à mensagem cristã. Os crentes devem tornar sua fala edificante, correta e significativa, prontos para responder com graça a todas as perguntas em conversas cotidianas. Isso incentiva um engajamento ponderado com o mundo por meio de ações e palavras, fundamentado na graça, sabedoria e propósito.

Precisamos demonstrar sabedoria e integridade em todas as nossas interações diárias, especialmente com aqueles que não são da fé, mostrando respeito, honestidade e autocontrole em nossas ações e decisões. Nosso objetivo deve ser aproveitar ao máximo as oportunidades diárias no trabalho, na escola ou na comunidade, sendo prestativos, encorajadores e disponíveis para conversas significativas.

Para alcançar isso, precisamos dedicar tempo à oração diária, pedindo sabedoria, abrindo portas para compartilhar a verdade de Deus e obtendo clareza para responder bem a perguntas ou desafios sobre a fé. Também seria proveitoso mantermos o hábito de ouvir atentamente e aprender com as experiências dos outros, o que constrói confiança e abre portas para um diálogo genuíno e respeitoso.

Ao iniciarmos reuniões ou conversas importantes, devemos começar com uma oração silenciosa, pedindo a Deus discernimento, sabedoria e graça. E, ao começarmos, precisamos avaliar regularmente nossa fala e conduta, perguntando: “Estou refletindo o caráter de Cristo em minhas respostas e ações hoje?”

Leia+  Arqueólogos perfuram camada rígida na Turquia à espera de exames laboratoriais em busca de vestígios da Arca de Noé

Aproveite todas as oportunidades para demonstrar bondade ou compartilhar encorajamento, em vez de se concentrar apenas nas tarefas. Busque maneiras de servir, atendendo às necessidades práticas como um ato de testemunho.

O versículo 6 continua nos instruindo, dizendo: “Que a vossa conversa seja sempre agradável, temperada com sal.” A imagem do sal nas Escrituras difere principalmente em sua intenção e aplicação, embora derive das mesmas propriedades físicas do sal.

O termo “sal” refere-se ao mineral tangível usado historicamente para dar sabor, conservar, purificar e curar. Por exemplo, o sal era usado para conservar alimentos, purificar água (2 Reis 2:19-22) e em ofertas sacrificiais (Êxodo 30:35).

Ele é caracterizado por propriedades físicas concretas: sabor salgado, poder conservante, pureza — como na cor branca — e capacidade de cura, todas cruciais para a sobrevivência e a vida diária nos tempos bíblicos.

Paulo relaciona a graça e o sal diretamente ao testemunho cristão eficaz. Palavras graciosas e bem temperadas preparam os crentes para responder a perguntas, oferecer defesas ou compartilhar a fé com gentileza, porém de forma convincente, com qualquer pessoa que encontrarem, sejam céticos ou buscadores. Isso ecoa o chamado de 1 Pedro 3:15 para “responder… com mansidão e respeito”. Tal discurso revela a esperança em Cristo tanto na mensagem quanto na maneira de falar.

Provérbios 15:1 nos diz que: “A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira”, enfatizando o poder de uma resposta gentil e tranquilizadora, mesmo em situações tensas.

Efésios 4:29 nos lembra: “Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem.” Isso reforça o padrão de “sempre agradável” de Colossenses 4:6.

E Provérbios 16:24 nos ensina que: “As palavras agradáveis são como um favo de mel, são doces para a alma e trazem cura para os ossos”, mostrando-nos o efeito curativo e atraente da linguagem agradável ao alcançar as pessoas.

Em conclusão, Colossenses 4:6 chama os crentes a serem atraentes e verdadeiros na fala, incorporando a graça e a sabedoria de Cristo em cada encontro, transformando cada oportunidade em um testemunho gracioso e impactante para a honra e glória de nosso amado Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Salete Sartori colunista do Devocionário do dia

Lula Marques/Valter Campanato/Agência Brasil)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

www.clmbrasil.com.br