Terremoto na Colômbia pode ativar vulcões na região e gerar “efeito cascata”, alerta cientista
O recente e devastador terremoto registrado na Colômbia acendeu o alerta sobre o comportamento dos vulcões localizados na região. Segundo o pesquisador Raúl Pérez, do Instituto Geológico e Mineiro da Espanha (IGME-CSIC) e especialista em riscos geológicos, eventos sísmicos de grande magnitude possuem potencial para destravar ou estimular estruturas vulcânicas situadas em um raio de até 100 quilômetros do epicentro. A principal preocupação dos peritos reside no risco de um efeito em cascata, no qual a desestabilização tectônica desencadeia reações sequenciais no sistema vulcânico local.
Resposta imediata e sinais de alerta no vulcão Puracé
Os reflexos da atividade sísmica já começaram a se manifestar no sudoeste colombiano. O vulcão Puracé apresentou emissões recentes de cinzas e gases, alteração que impactou diretamente a infraestrutura de transporte regional ao provocar a suspensão temporária das operações no aeroporto de Popayán. Dados do Serviço Geológico da Colômbia confirmam que a estrutura permanece sob nível de alerta laranja, patamar que reflete uma atividade sísmica atípica, liberação contínua de gases e a ocorrência de três episódios de emissão de cinzas em um intervalo inferior a 24 horas.
Monitoramento intensivo nas zonas de risco
Diante da elevada taxa de atividade histórica das formações vulcânicas colombianas, os órgãos de controle geológico mantêm vigilância permanente sobre a faixa afetada. A expectativa das autoridades e especialistas é de que os protocolos de monitoramento sigam intensificados por um período mínimo de 30 dias, prazo necessário para avaliar o comportamento do magma e prevenir eventuais desdobramentos populacionais ou ambientais na região.