Supertufão Sinlaku atinge 265 km/h: Pacífico entra em alerta máximo por evento climático extremo
O arquipélago das Ilhas Marianas, localizado no Pacífico Ocidental, está em alerta máximo para a chegada do supertufão Sinlaku no início desta semana. O fenômeno climático coloca em prontidão os territórios americanos de Guam e das Ilhas Marianas do Norte, que devem enfrentar condições meteorológicas extremas nas próximas horas.
A tempestade teve uma evolução acelerada, originando-se como um aglomerado de tempestades nos mares da Micronésia. Após ganhar força como tempestade tropical, o sistema atingiu o status de tufão entre sexta-feira e sábado. No último domingo, Sinlaku intensificou-se rapidamente ao se deslocar para noroeste, registrando ventos sustentados de 240 km/h, com previsões de que as rajadas cheguem a 265 km/h ao atravessar a região.
Trajetória e áreas de maior risco
Apesar do alerta geral, uma leve mudança na rota do supertufão para o norte reduziu as chances de um impacto direto em Guam, a ilha mais populosa da região. No entanto, o cenário permanece crítico para as ilhas de Saipan e Tinian, que devem suportar o núcleo mais severo da tempestade.
O Serviço Nacional de Meteorologia de Guam já emitiu diversos avisos de perigo. Além da força dos ventos, o Sinlaku deve despejar um volume de chuva superior a 300 mm até quinta-feira. O impacto imediato inclui ondas de tempestade perigosas e mar agitado, seguidos por riscos iminentes de enchentes repentinas, deslizamentos de terra e danos estruturais graves causados pelas rajadas.
Fenômeno atípico e classificações climáticas
A ocorrência de um supertufão com essa potência em pleno mês de abril é considerada um evento incomum pelos meteorologistas. Embora a região registre tempestades durante todo o ano, o pico de intensidade costuma ocorrer entre os meses de junho e novembro.
Devido à força de seus ventos, que superam os 150 mph (cerca de 240 km/h), o Centro Conjunto de Alerta de Tufões classifica oficialmente o sistema como um supertufão. Caso Sinlaku estivesse no Oceano Atlântico, seria equivalente a um furacão de categoria 4, com potencial para atingir o nível máximo (categoria 5) durante seu ápice. Vale lembrar que os termos “tufão”, “furacão” e “ciclone” referem-se ao mesmo fenômeno, variando apenas de acordo com a localização geográfica.
Enquanto o Pacífico Ocidental monitora o Sinlaku, a Nova Zelândia ainda lida com os efeitos da passagem do furacão Vaianu. No último fim de semana, o país emitiu alertas vermelhos devido a rajadas de vento que atingiram 130 km/h, resultando em evacuações e interrupções massivas no fornecimento de energia elétrica. Na costa norte neozelandesa, a agitação marítima foi histórica, com registros de ondas gigantes que chegaram a 11 metros de altura.