STF autoriza nova operação e Polícia Federal cumpre mandados em endereço ligado a Cláudio Castro
A Polícia Federal realizou na manhã desta sexta-feira o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, incluindo um endereço associado ao ex-governador do estado, Cláudio Castro. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e integram a segunda fase da Operação Sem Refino, que apura a antiga Refinaria de Manguinhos (Refit).
De acordo com as autoridades, a investigação aponta suspeitas de fraudes tributárias, ocultação de bens, movimentações financeiras ilícitas e possíveis irregularidades na concessão de licenças ambientais para a refinaria, em desacordo com as diretrizes técnicas. Além de Castro, a nova fase do inquérito mira ex-integrantes da Secretaria de Meio Ambiente e da Secretaria de Transformação Digital do estado.
Alvo recorrente na Operação Sem Refino
Esta é a segunda ocasião em que o ex-governador Cláudio Castro é alvo de buscas em endereços vinculados ao seu nome no âmbito da mesma operação. Na primeira fase, deflagrada em 15 de maio, equipes da Polícia Federal estiveram na residência do político, localizada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste da capital fluminense. Os agentes chegaram ao local no início da manhã e deixaram o endereço portando malotes de evidências após cerca de duas horas e meia de diligências.
Empresário Ricardo Magro segue foragido e na mira da Interpol
O empresário Ricardo Magro, proprietário do Grupo Refit, continua foragido desde que se tornou alvo da primeira etapa da Operação Sem Refino. Apontado como um dos maiores devedores de tributos do país, o investigado teve seu nome incluído no pedido de Difusão Vermelha da Interpol, instrumento utilizado internacionalmente para localizar procurados pela Justiça.
Em desdobramento no âmbito econômico, o governo estadual solicitou à Justiça na semana passada a conversão da recuperação judicial do Grupo Manguinhos, controlador da Refinaria de Manguinhos, em falência. Conforme a petição apresentada pelo estado, a companhia perdeu a capacidade de operação e não preenche mais os requisitos legais para manter o regime de recuperação judicial, acumulando um passivo tributário superior a R$ 25,7 bilhões.