Sol registra sua maior mancha de 2026 e coloca a Terra no alvo sob monitoramento científico

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O grupo de manchas solares designado como AR4478 atingiu uma dimensão sem precedentes neste ano. Com uma área estimada em 1.200 unidades convencionais, a formação superou o recorde estabelecido anteriormente em fevereiro pelo grupo AR4366, que na ocasião alcançou 1.100 unidades e protagonizou uma intensa erupção de classe X8.1, tornando-se o evento mais explosivo do século XXI até aquele momento. A marca alcançada pelo AR4478 foi confirmada no último domingo pelo Laboratório de Astronomia Solar do Instituto de Pesquisa Espacial da Rússia.

Potencial de impacto na Terra

Além de sua extensão geográfica na superfície solar, a região AR4478 destaca-se por sua complexidade magnética, um fator que preocupa especialistas. Segundo a NASA, essa configuração favorece a ejeção de volumosas nuvens de plasma para o espaço interplanetário, fenômeno tecnicamente conhecido como ejeções de massa coronal (EMCs). Quando essas partículas são expelidas em direção ao nosso planeta, existe a possibilidade de perturbações no ambiente espacial terrestre.

O grupo de manchas solares AR4478 é visível na superfície do Sol.XRAS
Monitoramento e previsões para os próximos dias

A comunidade científica mantém atenção constante sobre a evolução deste grupo, especialmente devido ao seu alinhamento. A expectativa é que, nesta terça-feira, a região AR4478 alcance a posição de visibilidade mais direta em relação à Terra, um ponto crítico para a observação de sua dinâmica. Cientistas russos projetam que, em decorrência da atividade atual, a Terra possa ser atingida por impactos dessas ejeções solares em duas datas distintas: uma interação prevista para a próxima terça-feira e uma segunda ocorrência na quarta-feira.

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