Quando confiamos na bondade e na soberania de Deus, a obediência se torna uma expressão de amor e não apenas um dever

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“Mas bendito é o homem cuja confiança está no Senhor, cuja confiança nele está. Ele será como uma árvore plantada junto às águas e que estende as suas raízes para o ribeiro. Ela não temerá quando chegar o calor, porque as suas folhas estão sempre verdes; não ficará ansiosa no ano da seca nem deixará de dar fruto.” (Jeremias 17:7-8). A expressão “confiar e obedecer” resume um padrão bíblico fundamental, pois a fé genuína se manifesta em uma resposta voluntária e obediente à Palavra de Deus.

Confiar em Deus é depender de Seu caráter, Sua sabedoria, bondade e promessas, de modo que você deposite sua confiança Nele em vez de em seu próprio entendimento, como ensina Provérbios 3:5-6. Isso envolve a convicção de que Seus mandamentos são verdadeiros e voltados para o nosso bem, mesmo quando as evidências parecem contrárias. Os elementos-chave dessa confiança incluem depender das promessas divinas, acreditar na veracidade de Sua Palavra e manter uma postura de entrega interior, descansando no cuidado de Quem vê o que não podemos ver.

A obediência, por sua vez, consiste em submeter-se à vontade de Deus, cumprindo Seus mandamentos em escolhas e hábitos concretos. Não se trata de mera conformidade externa, mas de uma resposta amorosa que flui de um relacionamento. Como Jesus questionou em Lucas 6:46, não faz sentido chamá-Lo de Senhor sem praticar o que Ele diz. Obedecer significa fazer o que as Escrituras orientam, seguir Sua direção na vida diária e perseverar no bem, mesmo diante de custos pessoais.

Biblicamente, não podemos separar a confiança da obediência, pois a verdadeira confiança produz obediência, e a verdadeira obediência brota da confiança. Quando confiamos na bondade e na soberania de Deus, a obediência se torna uma expressão de amor e não apenas um dever. De forma prática, confiança significa entregar os resultados a Deus, enquanto obediência significa fazer a próxima coisa certa que Ele ordenou, mesmo sem ver o quadro completo. Juntas, elas são o caminho da alegria e da comunhão com Cristo.

Ao analisarmos as distorções desse padrão, vemos que a confiança sem obediência é uma fé morta, semelhante a uma crença intelectual que não gera mudança concreta no estilo de vida. É o uso da “graça barata” para justificar a desobediência contínua, resultando em uma profissão de fé sem credibilidade. Por outro lado, a obediência sem confiança reflete um legalismo vazio, onde se cumprem deveres religiosos por medo ou autossuficiência, mantendo o coração orgulhoso ou distante. Esse comportamento gera uma religião exterior que desonra a Deus e oprime as pessoas.

Somente a confiança plena motiva uma obediência constante, especialmente em tempos de crise. Portanto, devemos obedecer ao Senhor com a mente fixada Nele, encontrando a paz prometida em Isaías 26:3 àquele que mantém sua mente firme no Senhor, porque Nele confia.

Salete Sartori colunista do Devocional do dia

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