Céu da Nova Zelândia é tomado por estranha luz em formato anular e causa apreensão no país
Uma luz enigmática cruzou o céu da Nova Zelândia na noite de sexta-feira, mobilizando observadores de diversas regiões, desde o extremo sul em Central Otago até Te Awamutu, na Ilha Norte. O fenômeno, descrito por muitos como uma esfera brilhante que evoluiu para um formato translúcido de “rosca”, gerou confusão e fascínio entre os moradores, que inicialmente confundiram a aparição com fenômenos naturais ou aeronaves convencionais.
Em diversas localidades, como na Costa de Kapiti e em Timaru, o primeiro instinto dos observadores foi acreditar que se tratava da Lua. No entanto, a percepção de que o satélite natural estava posicionado em outra direção rapidamente descartou essa hipótese. Relatos descrevem que a luz emitia um brilho próprio intenso, movendo-se rapidamente antes de começar a se dispersar e perder intensidade, transformando-se em uma nuvem circular etérea.
Relatos de Norte a Sul
A trajetória da luz foi documentada por inúmeras testemunhas. Em Central Otago, registros em time-lapse mostraram a curiosa forma anular deslizando pelo firmamento. Já em Christchurch, Maria relatou ter visto o que parecia ser uma luz amarela brilhante subindo as colinas, enquanto em Upper Hutt, a moradora Penny observou o objeto “pulsar” e se desdobrar sobre si mesmo, passando de uma forma esférica para a estrutura de rosca que se tornou a marca registrada do evento.
Na Ilha Norte, a estranheza persistiu. Moradores de Te Awamutu e New Plymouth relataram que o fenômeno surgiu subitamente, chegando a ser avistado passando próximo a aviões comerciais, o que reforçou a natureza incomum do avistamento. Em Taranaki, a descrição foi de uma “lanterna quadrada” que soltava fumaça antes de se dissipar em um círculo perfeito, um visual que muitos classificaram como a coisa mais estranha que já presenciaram.
Explicação científica
Apesar das teorias iniciais que envolviam helicópteros de resgate ou holofotes de caça, especialistas apontam para uma origem tecnológica e extraterrestre — no sentido orbital da palavra. David Greig, presidente da Sociedade Astronômica de Tauranga, sugeriu que o espetáculo visual foi, na verdade, o rastro de exaustão do lançamento de um foguete.
A principal suspeita recai sobre um lançamento orbital realizado no Centro de Lançamento de Satélites de Xichang, na China. O foguete teria entrado na atmosfera superior por volta das 18h30 (horário local), criando a nuvem de gases que, ao refletir a luz solar em grandes altitudes, gerou o efeito luminoso e a expansão em formato de anel observada por milhares de neozelandeses.
Detalhes da observação
A precisão dos relatos ajudou a traçar o comportamento do fenômeno. Jim, morador de Wanaka, notou que em determinado momento era possível distinguir dois pontos de luz movendo-se em velocidade sincronizada, o que corrobora a hipótese de componentes de um foguete em órbita. A dispersão lenta da “nuvem de rosca” foi o estágio final do avistamento, deixando um rastro de imagens que capturaram desde o brilho intenso inicial até a fumaça nebulosa que desapareceu na escuridão da noite clara.