Quando a intensa onda de frio perde força? descubra até quando a massa polar e a chuva castigam o Sudeste
A intensa onda de frio que atinge o Brasil começa a apresentar sinais de enfraquecimento a partir desta sexta-feira (26). Apesar disso, o ar polar ainda dita o ritmo das temperaturas em diversas regiões nesta quinta-feira (25). O fenômeno, que marca o início do inverno de 2026, estende sua influência do Sul ao Centro-Oeste, alcançando inclusive o Sudeste e a porção meridional da Região Norte. Há previsão de marcas negativas, geada ampla e nevoeiros densos nas próximas horas.
Trégua na chuva e frio persistente em São Paulo
No Sudeste, o sistema frontal que causou tempestades expressivas nos últimos dias se desloca em direção ao Oceano Atlântico. Na capital paulista e no leste do estado, a tendência é de redução gradual na intensidade e na frequência das precipitações, que chegaram a superar os 100 milímetros na Região Metropolitana recentemente. O dia segue nublado e com garoa em momentos isolados.
Mesmo com a diminuição da água, os termômetros continuam baixos. São Paulo corre o risco de registrar uma das tardes mais frias do ano, com máxima prevista de 14°C, após a quarta-feira (24) ter marcado a menor máxima de 2026, com 13,5°C. Segundo o monitoramento da Climatempo, embora o céu permaneça carregado, a melhora gradual deve ocorrer no fim de semana, com o sol aparecendo mais, embora as madrugadas continuem geladas. Contudo, o alívio será breve, já que uma nova frente fria é aguardada entre os dias 29 e 30 de junho, trazendo mais instabilidade e outra queda subsequente nas temperaturas.
Alerta de temporais no Rio de Janeiro e tempo seco em Minas
O cenário de instabilidade ainda exige atenção em outras áreas do Sudeste. Há risco de temporais com rajadas de vento de até 50 km/h e trovoadas no litoral norte paulista, Baixada Santista, sul de Minas Gerais e no estado do Rio de Janeiro. Na capital fluminense, o volume de chuva pode ser expressivo, com máxima que não deve passar dos 21°C.
Por outro lado, Belo Horizonte segue com tempo firme e termômetros perto dos 26°C. Em Minas Gerais, o quadro meteorológico se divide entre pancadas concentradas no Sul e no Triângulo Mineiro, enquanto o Norte do estado enfrenta um cenário oposto, marcado por calor e índices críticos de umidade relativa do ar, abaixo dos 20%.
Geada e marcas negativas castigam a Região Sul
O Sul do país experimenta o ápice do ar polar nesta quinta-feira. Modelos meteorológicos apontam para a formação de geada severa em amplas áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com termômetros que podem atingir -3°C nas zonas mais altas do território paranaense. O amanhecer também conta com restrição de visibilidade devido a nevoeiros em vales e baixadas.
Apesar do começo de dia congelante, o predomínio do sol garante uma elevação gradual nas temperaturas durante a tarde. Curitiba deve registrar máxima de 14°C com presença de geada matinal, enquanto Porto Alegre terá tempo aberto e marcas perto de 15°C. A tendência para sexta-feira aponta para o início da perda de força da massa de ar frio, permitindo que cidades como Umuarama, no noroeste do Paraná, alcancem os 21°C.
Os efeitos do ar polar também se fazem sentir no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso, onde há risco de geada e mínimas de 5°C. Capitais como Campo Grande e Cuiabá enfrentam um dia de céu encoberto e chuvas isoladas, com máximas de 18°C e 21°C, respectivamente. O fenômeno de friagem chega de forma sutil ao Norte, derrubando as mínimas para 16°C em Rio Branco (AC) e no sul de Rondônia, embora o restante da região siga sob forte calor e umidade.
No Nordeste, a dinâmica climática se concentra no litoral. O trecho entre Sergipe e a Bahia, incluindo Salvador, permanece sob alerta para volumes elevados de chuva e risco de temporais, com destaque para Recife, Maceió e João Pessoa. Em forte contraste com a faixa costeira, o interior do Nordeste segue com características de veranico: céu limpo, temperaturas elevadas e níveis de umidade do ar inferiores a 20%.